O reencontro da esquerda democrática e a nova política | Page 61
economia: de -0,54% do PIB, em 1992, para 4,9%, em 1993, e
5,85%, em 1994.
O plebiscito de 93 e a eleição presidencial de 94
Em abril de 1993, realizou-se o plebiscito sobre o sistema de
governo, se presidencialista ou parlamentarista. Mais uma vez,
PPS e PSB se uniram pela aprovação do parlamentarismo, como na
Constituinte de 1988, por verem nele um sistema mais democrático e de fortalecimento dos partidos programáticos.
O principal aliado do PPS e PSB na Frente Parlamentarista foi
o PSDB, ao lado do PCdoB, PV e setores do PMDB. Porém, o vitorioso foi o presidencialismo, defendido pelo PFL, PDT, PT e PMDB.
O presidente da República, Itamar Franco, apoiou o parlamentarismo no plebiscito de 1993 e esforçou-se para que houvesse, na sua sucessão, um candidato único de centro-esquerda, numa
coligação que reunisse os partidos que sustentavam o seu governo.
Tentou ainda agregar o PT a esse bloco, iniciativa que teve como
um de seus principais articuladores o deputado Roberto Freire,
presidente do PPS.
Mas não houve acordo possível, uma vez que o PT não abria
mão de encabeçar a chapa com o nome de Lula, o que não foi aceito
pelos demais partidos, em especial o PSDB. Assim, um possível bloco
de centro-esquerda que potencializasse as forças dos partidos reformistas do Brasil marchou dividido na eleição presidencial de 1994.
O vitorioso, já no primeiro turno, foi Fernando Henrique
Cardoso, com 54,28% dos votos, numa aliança do seu PSDB com o
PFL (atual DEM), partido de centro-direita que buscava representar no Brasil o pensamento liberal-democrático. Também o PTB
fez parte da aliança.
O PPS e o PSB participaram da coligação em torno de Lula, do
PT, em aliança com PCdoB, PV e PSTU. Com um programa sectário
aprovado por pressões das correntes de esquerda do PT e isolado
pelo êxito do Plano Real, Lula obteve apenas 27,04% dos votos.
Um governo de centro-esquerda
59