O reencontro da esquerda democrática e a nova política | Seite 27
Somado a esse fato, o PCB havia se constituído em uma força
política considerável em Pernambuco. Elegera três deputados
federais em 1945 (13) e possuía 9 representantes na Assembleia
Legislativa, de um total de 55 cadeiras. Na Câmara Municipal de
Recife, fora majoritário, com 11 em um total de 25 vereadores. (14)
Na eleição para o governo pernambucano, em 1952, a aliança PCB-PSB se repetiu, agora para enfrentar um grande desafio: a
candidatura de Etelvino Lins, que uniu antigos adversários e foi
sustentada por onze partidos, entre eles PSD, UDN e PTB, além de
PRP, PSP, PST, PTN e PR. Etelvino Lins foi eleito, com 78,6%,
porém o candidato socialista, o jornalista Osório Borba, mais uma
vez, venceu em Recife e Olinda.
A vitória da Frente do Recife
Com a conquista da autonomia política, a capital pernambucana realizou, em 1955, sua primeira eleição para a prefeitura.
Fruto de anteriores articulações e atividades conjuntas entre partidos de centro-esquerda, formou-se, à época, a Frente do Recife,
encabeçada por Pelópidas da Silveira, numa coligação que reuniu
PSB, PTB e PTN, além do PCB, então na ilegalidade, uma vez que
tivera seu registro cassado em 1947.
A vitória das forças progressistas foi consagradora. Pelópidas obteve 81 mil votos, cerca de 70%, enquanto o segundo lugar,
Antônio Alves Pereira, do PRT, ficou com 19%, ao receber
23 mil votos.
A administração de Pelópidas modernizou a cidade, com
execução de planos de urbanismo e engenharia. Foram organizadas associações de bairros que participavam das discussões dos
problemas do município e muitas obras realizadas nos subúrbios,
em regime de mutirão.
O prefeito fazia audiências coletivas, quinzenalmente, no
Teatro Santa Isabel, para conhecer as reivindicações da população.
Estabeleceu-se concurso público para o preenchimento de cargos
A Frente do Recife
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