O Mocho n.º 22 janeiro 2016 | Page 54

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RECORDAÇÕES

José Manuel Rodrigues Crispim Romão nasceu em Alcanena em 30 de abril de 1955. Aí frequentou a escola primária, seguindo depois para um colégio interno Jesuíta, nas Caldas da Saúde, Santo Tirso, onde terminou o liceu. Aqui sofreu uma grande influência para o desenho através da amizade que desenvolveu com o falecido Padre Nuno Burguete, na altura o diretor do colégio, o qual contribuiu decisivamente pelo desenvolvimento do seu gosto pelo desenho.

Em setembro de 1972 veio para Lisboa onde sete anos mais tarde se licenciou em Filologia Germânica pela Faculdade de letras da Universidade Clássica de lisboa em 1979.

Professor desde março de 1977, iniciou a sua carreira em Alcanena, e seguidamente em Oleiros, concelho do Distrito de Castelo Branco. Para poder terminar o curso de Filologia Germânica teve de regressar a Lisboa, onde começou a dar aulas a alunos adultos no Externato Marquês de Pombal, na Rua Morais Soares, pertencente à ENSINUS. Aqui lecionou Inglês, Português e Alemão, tendo sido convidado a integrar a Direção Pedagógica em setembro de 1987.

Desde Julho de 1991 é Diretor Pedagógico do Colégio de Alfragide, escola particular de pré-escolar, e ensino básico, pertencente atualmente ao Grupo Lusófona.

Em 1994, decidiu recomeçar a pintar de forma mais contínua, tendo realizado 3 exposições no espaço de dois anos. O corpo humano a grafite, e paisagens calmas e atraentes são as suas principais obras, todas elas ligadas a momento específicos da sua vida. Os anos entre 1994 e 1997 foram aqueles em que mais produziu obras a óleo.

Desde sempre gostou de desenhar e fazer esboços de rostos das pessoas que o influenciavam de várias maneiras, tendo vários desenhos de alcanenenses que desenhou no espaço de apenas 4 anos em que de alguma forma esteve mais ligado à terra onde nasceu.

As suas últimas obras são já de 2007, não tendo muito tempo para se dedicar à pintura a sério. A educação de crianças continua a ser a sua principal âncora e o seu principal objetivo em termos profissionais.

As obras apresentadas são humildes e simples, embora tivessem sido fruto de um enorme gosto pelo desenho e pintura.

Esta exposição reveste-se de uma enorme importância em termos emotivos, visto representar um regresso a Alcanena após quase quarenta anos de ausência. E quero aqui agradecer ao meu amigo Jorge Gabriel Ramos Henriques o desafio que me colocou. O qual foi depois formalizado pela Câmara Municipal e que eu humildemente aceitei.