O Fim do Papel 1 | Page 26

"Não apenas por ser um jornal centenário com raízes profundas na comunidade regional, a quem serviu de porta voz desde os primórdios da Colonização Italiana, o Correio Riograndense foi um fenômeno da Comunicação Social no jornalismo impresso. O segredo desta longevidade deve ser creditada a diferentes fatores. O principal deles foi a fidelidade a uma linha editorial Católico, sempre sob a orientação dos Capuchinhos, o jornal foi a ponte entre a colônia, a Igreja e as famílias . Nem mesmo a modernização dos meios de acesso à informação alterou a vocação do Correio Riograndense.  Orientações sobre produção agrícola e animal, agenda litúrgica e religiosa, necrológio e notícias e curiosidades, são a espinha dorsal do periódico. O comprometimento dos leitores, de seus agentes de distribuição nas paróquias do Sul e do Centro Oeste do País eram verdadeiras sucursais informais. Constituíram e um elo vitalício entre as famílias e seu universo isolado. O CR revelou líderes e com esse exército de colaboradores ultrapassou a marca de 45 mil assinantes. As novas tecnologias mexeram com a condição de liderança do jornal, mas o legado que sua trajetória permite avaliar, é que ao dar vida em suas páginas ao imaginário popular, entre os quais "Nanetto Pipetta", o jornal cumpriu com credibilidade o papel de "stafetta" de várias gerações de uma civilização imigrante." ­ Paulo Marques Cancian, jornalista