"Não apenas por ser um jornal centenário com raízes profundas na comunidade regional,
a quem serviu de porta voz desde os primórdios da Colonização Italiana, o Correio
Riograndense foi um fenômeno da Comunicação Social no jornalismo impresso. O
segredo desta longevidade deve ser creditada a diferentes fatores. O principal deles foi a
fidelidade a uma linha editorial
Católico, sempre sob a orientação dos Capuchinhos, o jornal foi a ponte entre a colônia, a
Igreja e as famílias . Nem mesmo a modernização dos meios de acesso à informação
alterou a vocação do Correio Riograndense.
Orientações sobre produção agrícola e animal, agenda litúrgica e religiosa, necrológio e
notícias e curiosidades, são a espinha dorsal do periódico.
O comprometimento dos leitores, de seus agentes de distribuição nas paróquias do Sul e
do Centro Oeste do País eram verdadeiras sucursais informais. Constituíram e um elo
vitalício entre as famílias e seu universo isolado. O CR revelou líderes e com esse
exército de colaboradores ultrapassou a marca de 45 mil assinantes.
As novas tecnologias mexeram com a condição de liderança do jornal, mas o legado que
sua trajetória permite avaliar, é que ao dar vida em suas páginas ao imaginário popular,
entre os quais "Nanetto Pipetta", o jornal cumpriu com credibilidade o papel de "stafetta"
de várias gerações de uma civilização imigrante." Paulo Marques Cancian, jornalista