O Desejado de Todas as Nacões por Ellen G. White 1 | Seite 281

com o Pai antes que o mundo existisse , que Seu reino seja revelado a olhos humanos e que os discípulos sejam fortalecidos pela contemplação do mesmo .
Roga que testemunhem uma manifestação de Sua divindade que , na hora de Sua suprema agonia , os conforte com o conhecimento de que Ele é com certeza o Filho de Deus , e que Sua ignominiosa morte é uma parte do plano da redenção . Sua oração é ouvida . Ao achar-Se curvado em humildade sobre o pedregoso solo , o céu repentinamente se abre , descerram-se de par em par as portas de ouro da cidade de Deus , e uma santa irradiação baixa sobre o monte , envolvendo a figura do Salvador . A divindade interior irrompe através da humanidade , encontrando-Se com a glória vinda de cima . Erguendo-Se da prostrada posição em que Se achava , Cristo apresenta-Se em divina majestade . Desaparecera a agonia da alma . Seu semblante resplandece agora “ como o Sol ”, e Seus vestidos são “ brancos como a luz ”.
Os discípulos , despertando , contemplam a inundação de glória que ilumina o monte . Com temor e espanto , fitam a radiosa figura do Mestre . Ao poderem resistir à assombrosa luz , vêem que Cristo não Se encontra só . Ao Seu lado acham-se dois seres celestiais , entretidos em íntima conversa com Ele . São Moisés , que falara com Deus sobre o Sinai ; e Elias , a quem foi concedido o alto privilégio — outorgado unicamente a mais outro dos filhos de Adão — de não passar sob o poder da morte . Sobre o Pisga , quinze séculos atrás , estivera Moisés em contemplação da terra da promessa . Mas , por causa de seu pecado em Meribá , não lhe fora dado ali entrar . Não devia ter a alegria de introduzir as hostes de Israel na herança de seus pais . Foi-lhe recusada sua angustiosa súplica : “ Rogo-Te que me deixes passar , para que veja esta boa terra que está dalém do Jordão ; esta boa montanha e o Líbano !” Deuteronômio 3:25 .
Deve-lhe ser negada a esperança que por quarenta anos aclarara as sombras das vagueações do deserto . Uma sepultura nesse deserto , eis o objetivo daqueles anos de labuta e opressivo cuidado . Mas Aquele “ que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos ” ( Efésios 3:20 ), assim atendera à súplica de Seu servo . Moisés passou sob o domínio da morte , mas não devia permanecer na sepultura . O próprio Cristo o chamou à vida . Satanás , o tentador , reclamara o corpo de Moisés por causa de seu pecado ; mas Cristo , o Salvador o tirara da tumba . Judas 9 . Moisés , sobre o monte da transfiguração , era um testemunho [ 298 ] da vitória de Cristo sobre o pecado e a morte . Representava os que sairão do sepulcro na ressurreição dos justos . Elias , que fora trasladado ao Céu sem ver a morte , representava os que se hão de achar vivos na Terra por ocasião da segunda vinda de Cristo , e que serão “ transformados , num momento , num abrir e fechar de olhos , ante a última trombeta ”; quando “ isto que é mortal se revestir da imortalidade ” e “ isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade ”. 1 Coríntios 15:51-53 . Jesus estava revestido da luz do Céu , como há de aparecer quando vier a “ segunda vez , sem pecado [...] para salvação ”. Hebreus 9:28 .
280