Ano XV | Edição 35 | 65
É Jesus que nos responde, ratificando o
que sempre foi2: Dou-vos um mandamento
novo: que vos ameis uns aos outros. Como
eu vos amei, amai-vos também uns aos ou-
tros. Nisto reconhecerão todos que sois meus
discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros.
Se o amor em seu sentido amplo ainda
não predomina aqui e ali, é porque falta, ao
espírita, atitude nesse sentido, com asserti-
vidade, como quem tem ciência e desejo de
pertencimento ao Reino dos Céus, como
discípulo dEle.
Não só discurso. Atitude consentânea.
Congruência.
A maior descoberta de minha geração é que
o ser humano pode alterar a sua vida mudando
sua atitude mental, anotou William James, um
dos fundadores da psicologia moderna.
Mude uma vírgula e se estará mudando
uma frase. Mude de atitude e se estará mu-
dando a história pessoal.
Ilustremos: Conta-se que um escritor
morava em uma tranquila praia, junto de
uma colônia de pescadores.
Todas as manhãs, ele caminhava à beira
do mar para se inspirar, e à tarde ficava em
casa escrevendo.
Certo dia, na praia, ele viu um vulto
que parecia dançar. Ao chegar perto, repa-
rou que se tratava de um jovem que recolhia
estrelas-do-mar da areia para, uma por uma,
jogá-las novamente de volta ao oceano.
Por que está fazendo isso? - Perguntou.
Você não vê?, explicou o jovem. A maré
está baixa e o sol está brilhando. Elas irão
secar e morrer se ficarem aqui na areia.
O escritor espantou-se e argumentou:
Meu jovem, existem milhares de qui-
lômetros de praias por este mundo afora,
e centenas de milhares de estrelas-do-mar
espalhadas pela praia. Que diferença faz?
Você joga umas poucas de volta ao oceano.
A maioria vai perecer de qualquer forma.
O jovem pegou mais uma estrela, jo-
gou de volta ao oceano, olhou para o es-
critor e disse:
Para esta aqui eu fiz a diferença…
Naquela noite, o escritor não conseguiu
escrever, sequer dormir.
Pela manhã, voltou à praia, procurou
o jovem, uniu-se a ele e, juntos, começa-
ram a jogar estrelas-do-mar de volta ao
oceano.
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Espíritas! Façamos a diferença, mude-
mos nossa atitude, direcionemos nossos
melhores esforços para a união de todos...
E amemos!
1 KARDEC, Allan. O Evangelho segundo
o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB, 2001.
cap. VI, item 5.
2 BÍBLIA, N.T. João. Português. O novo
testamento. Tradução de João Ferreira de
Almeida. Rio de Janeiro: Imprensa Bíblica
Brasileira, 1966. cap. 13, vers. 34-35.
(Editorial do Jornal Mundo Espírita,
edição nº 1598, da Federação Espírita
do Paraná, setembro 2017)
Uma Parábola
Sobre Honestidade
Três estudantes não fizeram um exa-
me porque não estudaram. Eles elabo-
raram um plano; sujaram-se com graxa,
óleo e gasolina e foram ao professor:
“Professor, pedimos desculpas. Não
pudemos vir ao exame, pois estávamos
num casamento e no caminho de volta o
carro quebrou, por isso estamos tão su-
jos, como pode ver”.
O professor entendeu e deu-lhes três
dias para se prepararem. Após três dias,
eles foram ao exame muito bem prepa-
rados porque tinham estudado.
O professor colocou-os em salas se-
paradas e aplicou a prova que tinha ape-
nas 4 perguntas:
1. Quem casou com quem?
2. A que horas o carro quebrou?
3. Onde exatamente o carro quebrou?
4. Qual é a marca do carro?
NOTA: Se as respostas forem idênticas,
estarão aprovados. Boa Sorte !
Ser honesto significa “escolher” não
mentir, roubar, enganar ou trapacear de
modo algum. Quando somos honestos, de-
senvolvemos a força de “caráter” que irá
nos permitir prestar grande serviço a Deus
e ao próximo. Somos abençoados com paz
de espírito e “respeito próprio” e teremos a
confiança das pessoas que nos cercam.
A honestidade não é para poucos, mas
sim para todos!
(Texto enviado pelo CCar.’. Ir.’. Paulo
Curi – Rio de Janeiro)