O Cavaleiro de São João O Cavaleiro 34 | Page 57

Ano XIV | Edição 34 | 57 Desunião de vontades (discórdia) Quando convivemos em um grupo de heterogêneos pensadores nos lembramos dos conceitos do filósofo HERÁCLITOS que considerava “que nada permanece a mesma coisa, pois tudo se transforma e está em con- tínua mutação. Que não se podia percorrer duas vezes o mesmo rio e não se podia tocar duas vezes uma susbstância mortal no mes- mo estado; por causa da impetuosidade e da velocidade da mutação, esta se dispersava e se recolhia, no vem e vai”. Eis que nos deparamos com os conflitos existenciais onde o nosso mundo interior torna-se o centro de toda a verdade. Não paramos para nos colocar do outro lado e passamos a ser sempre benevolentes com nossas ações e, na maioria das vezes nos- consideramos o ser da razão; sob os nossos olhos pode estar tudo errado. Está formada a INTOLERÂNCIA. Aonde está a razão? Como encontrar o ponto de equilibrio onde as discordâncias possam ser canalizadas para um fim comum e tolerável de convivëncia? Acreditamos que quando nos colocamos numa posição de liderança há que buscar no grupo as possíveis alternativas e tentar encontrar o concenso em todos os aspectos que envolvem as discordâncias, mas que há de prevalecer os espíritos desarmados em to- das as circunstâncias, sem o que não se con- segue o equilíbrio. Como preencher as nossas expectativas? Rabada OObr.’. valorosos da Loj.’. Ma- çônica Verdadeira Luz(GLP) em 01-07-2016 em flagrante para a Revista O CAVALEIRO de São João – após degustarem uma sabo- rosa rabada – prato preparado nas dependências da loja comercial do nosso Pod.’. Ir.’. Carlos Wandem- bruck. Curitiba – julho de 2016. O que nos impede de buscar a interação en- tre todos os comprometidos no processo e buscar eliminar as possíveis divergências in- tegrando soluções? Lembramos da atriz “Elizabeth Taylor”, a grande atriz de “Cleópatra” quando disse: “O problema das pessoas que não tem defeitos é que, com certeza, tem virtudes terríveis”. Talvez esse é o nosso grande problema: quase sempre encontrar nos outros o defeito. Tanto se discute sobre qual será a voca- ção de uma loja maçônica? Uns dizem que é filosófica, outros que é social, outros que é filantrópica, outros que é cultural e outros que é uma escola para aprendizes, compa- nheiros e mestres e outros direcionam-na para os aspectos políticos! Sem muito esforço, vamos buscar a es- sencia da maçonaria e a sua real vocação dissiminada em todas as potências, lojas e Ritos, em todos os tempos e lugares: APER- FEÇOAMENTO DOHOMEM! Essa é a real vocação da maçonaria em todos os sen- tidos, quando nos deparamos com o nosso comprometimento maior: “EDIFICAR TEMPLOS À VIRTUDE E CAVAR MAS- MORRAS AO VÍCIO” e mais: “VENCER AS MINHAS PAIXÕES, SUBMETER A MINHA VONTADE E FAZER NOVOS PROGRESSOS NA MAÇONARIA”, “NADA MAIS TRAZEIS”? Será que isto não é a vocação de todos os maçons? Que tipo de escultura estamos produzindo com o maço e o cinzel? Será que conseguiremos algum dia atingir a “PEDRA POLIDA” ou isto é apenas uma retórica que está nos manuais? A nossa vocação, portanto, é nos lembrar- mos das palavras sábias de um nosso irmâo quando disse: “Não tenho a preocupação de saber que grau, que Rito, de onde veio a ma- çonaria, de conhecer os nossos antepassados maçônicos! A pergunto que me faço é: “Os ensinamentos maçônic os, com seus símbolos e alegorias têm me conduzido dentro dos seus preceitos éticos e morais em toda a sua exten- são ou apenas ficam inseridos naquilo que só vale para julgar os defeitos dos outros”? É claro que numa loja maçônica, pela or- dem, há que ter planejamento, calendários, disciplina, seguir os regulamentos, etc., mas acima de tudo há que prevalecer a vocação mais sublime: FRATERNIDADE, LEAL- DADE, LIBERDADE, SOLIDARIEDA- DE, COMPREENSÃO, RESPONSABI- LIDADE, RESPEITO uns pelos outros NA LIVRE MANIFESTAÇÃO DO PENSA- MENTO e fazer de nossa confraria uma ver- dadeira irmandade. O filósofo SÓCRATES dizia mais ou menos assim: “‘SE EU NÃO TIVESSE A LIBERDADE DA PALAVRA, NÃO VALERIA A PENA TER VIVIDO”. Ir.’. Genésio Francisco Guariente