O Cavaleiro de São João O Cavaleiro 34 | Page 38

SALM empossa
Ano XIV | Edição 34 | 38

Eu e a maçonaria

Já me questionei muitas vezes porque sou maçom, porque faço parte dessa Instituição. É difícil explicar, mas como para tudo neste mundo há um esclarecimento, mesmo às vezes esfarrapado, mas que diz algo de nós mesmos e explica nossas atitudes. Na minha vida profissional fui professor de história universal e pátria. Descobri muito sobre a atuação da maçonaria em circunstâncias aflitantes de um povo ou grupo social, seu interesse pelo bem das pessoas e sua luta contra todo o tipo de intransigências.
Tudo que eu aprendi antes de fazer parte da Instituição foi pouco do que realmente a maçonaria tem a oferecer-nos na vida e nos campos da atividade humana. É uma Instituição pacífica contra toda a opressão e caracteriza-se pelo respeito ao Direito. Sua filosofia é lutar pela liberdade do homem, princípio que sempre me encantou e na maçonaria tenho a oportunidade de aprofundar-me nele não só teoricamente como também na prática tanto dentro da Ordem como no mundo profano. Seus rituais são uma planilha de comportamento humano que conduzem ao que há de mais elevado e dignificante que a consciência humana pode alcançar.
Sua luta é constante para o desenvolvimento social através de cada maçom que deve desenvolver e estruturar uma legitima participação na sociedade. A maçonaria através da atuação dos seus membros nas diversas partes do mundo conseguiu o aperfeiçoamento da arte política. As leis mais
importantes, porque não dizer capitais, que guiam a humanidade atualmente através de governos democraticamente constituídos de quase todos os países nasceram de estudos e esforços de maçons aplicados a espargir o bem dos povos e a fraternidade universal.
Aprendi que o maçom despreza as aparências, foge das ambições e não se encanta com honrarias. O maçom que é maçom mesmo deseja ocupar os melhores lugares na fraternidade pelo seu trabalho, pela sua dedicação aos deveres e ser um exemplo das virtudes que pregam os nossos rituais.
O verdadeiro maçom não compactua com exigências ou compromissos contrários à sua consciência, mantém ocultos seus conhecimentos e está empenhado na tradição de que todos se empenhem na busca da verdade, da pureza e da sinceridade.
Temos um exemplo evidente na nossa história pátria, na pretensão da Coroa Portuguesa de arrecadar o quinto( 20 %) do imposto cobrado sobre o ouro extraído, em que homens honestos organizaram uma revolta embora tenha fracassado, mas deu-nos a lição como agir quando o povo é sacrificado.
Hoje em dia discute-se a questão do voto obrigatório. Para nós maçons o voto é mais um direito do que uma obrigação. Não resta dúvidas que não havendo candidatos merecedores do voto consciente é lícito ao cidadão recusar-se a votar ou votar em branco. Não me lembro mais quem fez uma palestra em nossa Loja e mostrou a diferença que existe entre Lei e Direito. Por vezes encontramo-nos em situações que temos de
optar entre uma e outro. Lá deve aparecer a consciência e é a vez dela de agir e escolher. Os romanos resolveram este dilema com a frase“ pro Jure ipse contra legem”,( pelo Direito ainda que contra a lei). È difícil de entender, mas o maçom aplica-se não só em compreender tais situações, mas ainda em orientar outros.
Todo o maçom é consciente que a sociedade deveria ter o mínimo de leis que deveriam objetivar o máximo de eficiência na realização do bem comum. Vivemos na era das palavras. Fala-se muito. Lê-se pouco. Poucos são os comprometidos com a valorização do ser humano. Os maçons se comprometeram com o bem da humanidade.
Tudo isso faz parte de meu relacionamento com a maçonaria. Ser realmente maçom não é fácil, pois além de estudos e pesquisas exige ação. Fazer algo para o bem do ser humano. Na nossa iniciação ouvimos que a maçonaria é uma sociedade de homens inteligentes, cuja missão não é só libertar os prisioneiros das masmorras de ferro e pedra, mas principalmente da ignorância e do erro, das superstições e dos vícios que algemam os espíritos e aprisionam as consciências de grande parte da família humana. Precisamos tomar cuidado que esta lição não fique só no dia da iniciação, mas que nos alimente pela vida a fora.
Ir.’. Ivo Reinaldo Christ( Texto publicado no Jornal O ESPIRRO DO BODE – 256 jan / fev-2016 ARCBLS Theodórica – Or.’. de Pequeri – Minas Gerais)

SALM empossa

Na reunião da SALM – Soberana Assembléia Legislativa Maçônica- realizada no dia 17 de outubro de 2015, realizou-se a posse do Grande Procurador Geral do Grande Oriente do Paraná, o Irmão Paulo Henrique Marques Carvalho, obreiro da Loja Trajano Reis no 100, do Or.’. de Curitiba. Após prestar compromisso na forma ritualística e da assinatura do Termo de Posse, foi declarado empossado e recebeu das mãos do presidente da SALM, Ir.’. Sidney Sendtko, os paramentos de GPG e o diploma do cargo. Na mesma reunião, também foi empossado o Irmão Ivo Matkowski, para o cargo de conselheiro do Conselho Fiscal do Grande Oriente do Paraná.
“ Há dois tipos de pessoas: as que fazem as coisas e as que ficam com os louros. Procure ficar no primeiro grupo; há menos competição lá”( Indira Gandhi)