N.º 2 ANO LETIVO 20252026 Edição 80 (total) outubro 2025 | Page 31

ES Odivelas

Prof. Bruno Dias
No âmbito do Clube Ciência Viva“ Ciência … Ide Vê-las”, vinte e quatro alunos e quatro professores foram a Genebra, de 30 de julho a 1 de agosto, para visitar o CERN, onde está o maior acelerador de partículas do mundo, o LHC( Large Hadron Collider). A Visita de Estudo durou três dias, tendo o CERN ficado para o último dia. No dia 31 de julho fomos ao museu Philippe Patek, o Museu Internacional da Cruz Vermelha e o Museu Ariana( Museu da cerâmica e do vidro de Genebra). No dia 1 de agosto dirigimonos para o CERN. Dos vinte e quatro alunos, dezassete eram do 10.º Ano( 10.º A e 10.º C) e sete do 11.º Ano( 11.º A e 11.º C), sendo catorze alunos e dez alunas. Como eram alunos do ensino secundário, foi-lhes atribuída uma atividade experimental mais exigente. Foi selecionado o tema da supercondutividade. Os alunos puderam trabalhar com nitrogénio líquido e explorar as propriedades dos supercondutores.
Inicialmente os alunos foram convidados a assistir a uma apresentação com dois tópicos: a segurança e conceitos teóricos da supercondutividade. Os jovens cientistas referiram as condições de segurança que devem ser seguidas, falando depois das propriedades genéricas dos materiais supercondutores. Após esta palestra começou a atividade laboratorial, que consistiu em várias experiências, cada uma numa mesa, com vários tópicos de exploração de diferentes materiais supercondutores. As atividades realizadas permitiram demonstrar e ver, nomeadamente o Efeito Meissner, que expulsa os campos magnéticos do interior dos materiais supercondutores e o Efeito da fixação de fluxo magnético, permitindo a levitação magnética do material supercondutor. Os professores Bruno Dias, Fábio Moura, Maria Isabel Mata e Magda Marques iam tirando fotografias e falando com os alunos, enquanto estes seguiam as instruções para cada uma das atividades experimentais.
Posteriormente
os
alunos
tiveram
a
oportunidade
de explorar uma zona, designada por“ Accelerate”, no mesmoedifício, destinada a escolas secundárias, com várias atividades interativas. No“ Futebol Protão”, dois alunos chutavam um“ protão” um contra o outro, sendo a colisão entre eles projetada no solo. Quanto mais força tivessem aplicado no remate, maior seria a energia da colisão dos“ protões”. Na atividade“ Arrefecimento” os alunos tiveram a oportunidade de verificar a relação entre temperatura e pressão ao girar um manípulo, que permitia transferir calor de uma bobina para outra. Termómetros e manómetros mostravam aos alunos a pressão e a temperatura em cada momento, permitindo-lhes relacionar as grandezas física envolvidas. Na atividade“ Dobrar o feixe”, com o auxílio de um íman os alunos conseguiam mudar a direção da trajetória de um feixe de eletrões, compreendendo melhor a Força de Lorentz.
A ida ao CERN terminou a sua componente científica com uma palestra no auditório com uma cientista sénior que falou para uma grande audiência, sobre a história do CERN, da física utilizada no acelerador de partículas, nomeadamente da utilização de campo elétricos para acelerar o feixe de protões e dos campos magnéticos para os fazer curvar do modo como os detetores foram concebidos para detetarem as partículas criadas após a colisão de dois feixes de protões que movem-se em sentidos opostos, a uma velocidade cerca de 0,999999990 c, ou seja 3,1 m / s( 11 km / h) mais devagar do que a velocidade da luz( c). A essa velocidade um feixe de protões demora menos de 90 microssegundos a percorrer os 26,7 km do acelerador de partículas LHC. Finalmente os alunos e os professores, despediram-se do CERN, indo à loja do CERN para comprarem itens relacionados com o CERN. A Visita de Estudo foi realizada com a colaboração da agência de viagens Pinto Lopes Viagens.
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