VENTO (Adriane dos Santos Souza)
Que toca meus cabelos negros
Que acariciam os ossos do teu fraco maxilar,
Que faz teu riso se esticar.
Que te faz sentir com as pálpebras descansadas essa miúda carícia.
Que te faz me enxergar com o mais profundo olhar
e me tocar com a mais áspera palma de tua mão, meu grosso maxilar.
E ali ficar, somente a me fitar.
NOVA POESIA 61