TEMPO (Gilmara Ferreira Nascimento)
Quem pode impedir
Que siga seu avanço contínuo?
No desabrochar da acácia
Ou dissipar do orvalho
Ao despertar da alvorada
Àquele que se arrasta
Para o aflito espera
Impetuosamente avança
Àquele que ao amor se entrega
Sou teu refém
Aprisiona-me
Meu companheiro
Traz vida aos meus dias
E subtrai dela paulatinamente a cada dia
Queria me afastar de ti
Correr até a mais alta colina
Para então me esconder
Mas sem ti nem existiria...Tempo
NOVA POESIA 61