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8 Barroso Noticias de 16 de Outubro de 2014 O PNPG sem as novas tecnologias de comunicação No Parque Nacional da Peneda Gerês (e estamos a referir-nos somente ao PNPG barrosão), as tecnologias de comunicação são muito deficientes e, em dias de mau tempo, praticamente não operam. Mas será possível uma situação destas no PNPG que é uma das regiões mais conhecidas do mundo? Sim, o que se passa é caricato demais para ser contado, mas é verdade. A central da internet fixa situa-se em Covelães que, estando o tempo mais ou menos bom, vai até Paradela já com muitas falhas, apenas, a uma velocidade de 1Mb e a Sirvozelo, a 200kb e as restantes povoações do Parque, além Paradela, Cela, etc. etc. estão praticamente sem rede. Assim, os pacotes de net, telefone e TV, são inúteis, dado que a central fica demasiado longe e o sinal de internet, com mau tempo, nem lá chega e com boas condições chega no máximo a duzentos e tal kbps. No entanto, os que aderirem aos pacotes, ficam a pagar por um serviço de 20Mb. Resta a alternativa móvel que fica por 30€/mês, para uma velocidade de 20Mb mas que aqui dá o máximo de 2Mb!... E como não basta estar a pagar por um serviço que não se recebe em condições aceitáveis, ainda se leva com uma moralização penalizadora: Utilização Responsável de 15 GB por mês, castigando de seguida com uma velocidade de 128Kbps!!! Para a TV, a solução é investir numa parabólica e quem não o fizer, fica sujeito a um serviço que incompreensivelmente, está sempre com falhas de sinal, que chegam a dias inteiros, quando há mau tempo! A Anacom é a empresa responsável pela cobertura do sinal em todo o país, mas privelegia as grandes cidades e o litoral onde se concentra a maior parte da população portuguesa. Para o interior sobram umas esmolas que se traduzem em serviços péssimos e que muitos se vêem obrigados a pagar como se fossem razoáveis. Regista-se o paradoxo de os urbanos terem muito melhor serviço e pagarem menos que os rurais do interior com péssimo serviço. Ou seja, paga-se mais para se ser mal servido. A Anacom tem recebido queixas dos residentes nesta área do Parque Nacional, mas dá explicações evasivas e nada resolve. Refere que não existe uma velocidade mínima obrigatória, isto é, um mínimo de velocidade que deva ser garantida aos clientes. Aqui, deve entrar a Câmara Municipal que, tomando como prioridade a qualidade de vida das populações, não se pode alhear desta realidade que palpita no concelho. Hoje, em dia, a internet é uma das prioridades das populações mais evoluidas. Digamos que a internet é como o pão nosso de cada dia. Sem internet não há comunicações, informações, não há trabalho, não há turismo, não há nada. Refira-se a propósito que foi Sirvuzelo que, há meses atrás, serviu de palco ao início do anúncio publicitário da Optimus que passou nas Tvs inúmeras vezes, mas, ironicamente, esta aldeia e outras da zona estão condenadas a ficar isoladas das tecnologias de comunicação e seus habitantes têm que despender de elevadas verbas, para ter serviços que não cumprem o contratualizado. Caricato é também estar longe dos serviços essenciais e sem rede de transportes públicos, portanto, mais carentes do que os das zonas urbanas, e ter um serviço de comunicações que não funciona. Se se pretender trabalhar em turismo ou seja no que for, é vital um bom serviço de comunicações. Tal como isto está, nem sequer se pode pensar em turismo ou em investimentos nesta área. Quem poderá resistir a tantas limitações discriminatórias? É certo que aqui há muito menos clientes, em relação às cidades e custa investir em novas centrais, mas, pelo menos, que se criem condições justas de internet móvel. Se assim não for, quando alguém quiser vir carregar baterias nestas aldeias do Parque do Gerês, só irá encontrar casas abandonadas e terra queimada num dos recantos mais lindos de Portugal. CM/MLB