glória divina , e uma voz da nuvem falou a Moisés e Arão : “ Levantaivos do meio desta congregação , e a consumirei como num momento ”. Números 16:34 , 41 , 45 .
A culpa do pecado não recaía sobre Moisés , e portanto ele não receou , e não se apressou em retirar-se e deixar a congregação para que perecesse . Moisés demorou-se , manifestando neste terrível momento crítico o interesse do verdadeiro pastor pelo rebanho ao seu cuidado . Advogou para que a ira de Deus não destruísse inteiramente o povo de Sua escolha . Pela sua intercessão deteve o braço da vingança , para que o rebelde e desobediente Israel não tivesse um fim total .
Mas o ministrador da ira saíra ; a praga estava a fazer a sua obra de morte . Por determinação de seu irmão , Arão tomou um incensário , e foi apressadamente ao meio da congregação para fazer “ expiação por eles ”. “ E estava em pé entre os mortos e os vivos ”. Números 16:48 . Enquanto subia o fumo do incenso , as orações de Moisés no tabernáculo ascendiam a Deus ; e a praga deteve-se , mas não antes que catorze mil de Israel jazessem mortos , como prova do crime de murmuração e rebelião .
Deu-se , entretanto , mais prova de que o sacerdócio fora estabelecido na família de Arão . Por determinação divina cada tribo preparou uma vara , e escreveu nela o nome da tribo . O nome de Arão estava na de Levi . As varas foram postas “ perante o Senhor na tenda do testemunho ”. A florescência de qualquer vara deveria ser sinal de que o Senhor escolhera aquela tribo para o sacerdócio . Na manhã seguinte , “ eis que a vara de Arão , pela casa de Levi , florescia ; porque produzira flores , e brotara renovos e dera amêndoas ”. Foi mostrada ao povo , e depois posta no tabernáculo como testemunho às gerações subseqüentes . Este prodígio decidiu finalmente a questão do sacerdócio .
Ficou agora plenamente estabelecido que Moisés e Arão tinham falado por autoridade divina ; e o povo foi constrangido a crer na desagradável verdade de que morreriam no deserto . “ Eis aqui , nós expiramos ”, exclamaram ; “ perecemos , nós perecemos todos ”. Números 17:7 , 8 , 12 . Confessaram haver pecado , rebelando-se contra seus dirigentes , e ter Coré e seu grupo sofrido o justo juízo de Deus . Na rebelião de Coré , vêem-se , em um cenário menor , os resultados do mesmo espírito que determinou a rebelião de Satanás no Céu . Foi o orgulho e a ambição que moveram Lúcifer a queixar-se do governo de Deus , e procurar subverter a ordem que fora estabelecida no Céu . Desde sua queda tem sido o seu objetivo infundir nas mentes humanas o mesmo espírito de inveja e descontentamento , a mesma ambição de posições e honras . Assim agiu ele na mente de Coré , Datã e Abirã , para suscitar o desejo de exaltação própria , e provocar inveja , falta de confiança e rebelião . Satanás , fazendo-os rejeitar os homens que Deus designara , fê-los rejeitar a Deus como seu líder . Contudo , ao mesmo tempo em que com sua murmuração contra Moisés e Arão blasfemavam de Deus , estavam tão iludidos que se julgavam justos , e consideravam como tendo sido dirigidos por Satanás aqueles que fielmente haviam reprovado seus pecados .
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