Newsletter nº33 Newsletter nº33 - 23 a 27 de abril
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23 a 27 de abril de 2018
Departamento do 1º Ciclo
44 anos de abril
Passados que são 44 anos da Revolução do 25 de abril, também co-
nhecida como Revolução dos Cravos, esta data constitui um marco na
história de Portugal que resultou do movimento político e social, ocorrido a 25 de abril de
1974.
Tudo começou na madrugada de 25 de abril de 1974. Várias forças militares começaram por
ocupar pontos estratégicos de Lisboa e derrubaram a ditadura do Estado Novo.
O cravo é o símbolo de abril. Porquê?
Celeste Caeiro tinha 40 anos e vivia no Chiado. Era empregada
num restaurante próximo do Marquês de Pombal. O restaurante,
inaugurado a 25 de Abril de 1973, fazia um ano de abertura nes-
se dia e a gerência planeava oferecer flores para dar às senho-
ras clientes e um copo de vinho do Porto aos cavalheiros. Nesse
dia, todavia, como estava a decorrer o golpe de estado, o restau-
rante não abriu. O gerente disse aos funcionários para voltarem
para casa e deu-lhes os cravos para levarem consigo, já que não
poderiam ser distribuídos pelas clientes. Cada um levou um molho de cravos vermelhos e bran-
cos que se encontravam no armazém.
De regresso a casa, Celeste apanhou o metro para o Rossio e dirigiu-se ao Chiado, onde se
deparou imediatamente com os tanques dos revolucionários. Aproximando-se de um dos tan-
ques, perguntou o que se passava, ao que um soldado lhe respondeu "Nós vamos para o Car-
mo para deter o Marcelo Caetano. Isto é uma Revolução!". De imediato, Celeste deu-lhe um
cravo. O soldado aceitou e pôs o cravo no cano da espingarda. Celeste foi distribuindo cravos
aos soldados que ia encontrando. Depois do seu gesto, Celeste foi chamada Celeste dos cra-
vos.
Daqui resultou que o cravo é a flor de abril e símbolo da Revolução do 25 de abril de 1974.
Passados 44 anos, o cravo continua vivo!!!!!
A Coordenadora de Estabelecimento
Ana Paula Gonçalves