O Estrangeiro( 2026)
Realizador: François Ozon Para quem leu o livro“ O Estrangeiro”, de Albert Camus, pensaria ser de todo impossível fazer um filme baseado no mesmo, já que o livro se baseia em pensamentos e na indiferença emocional da personagem principal, Mersault. Levar o vazio existencial e a apologia do absurdo para um filme seria um desafio, mas penso que foi cumprido e não sendo genial, consegue transpor a ideia do livro, sem recorrer em demasia à narração dos pensamentos do protagonista. A história passa-se na Argélia colonial e acompanha Meursault, um homem que comete um homicídio sem motivo aparente. O filme é a preto e branco o que também cria um ambiente mais frio e introspectivo, destacando a sensação de distanciamento emocional do protagonista.
Riefenstahl( 2025)
Realizador: Andres Veiel O documentário Riefenstahl abre com imagens de The Holy Mountain, onde Leni Riefenstahl surge como atriz a escalar uma montanha. Essa cena poderia ser uma representação da sua personalidade determinada e muito ambiciosa.
Ao longo do documentário, Riefenstahl afirma repetidamente que é uma artista, negando qualquer envolvimento político e defendendo que o seu trabalho não tinha intenções ideológicas. Também refuta a ideia de que os seus filmes impõem uma imagem de perfeição, dizendo que isso seria uma interpretação externa.
Apesar disso, o documentário mostra que era extremamente perfeccionista e uma verdadeira visionária do cinema, tendo desenvolvido técnicas inovadoras para a época, sobretudo na forma de filmar massas, movimentos e enquadramentos. A obra explora assim a tensão entre inovação artística, controvérsia histórica e responsabilidade ética no seu legado.
A Oeste Nada de Novo( 2022)
Realizador: Edward Berger Este“ A Oeste Nada de Novo” é a versão cinematográfica mais recente do romance homónimo, existindo uma outra versão de 1930. A história acompanha Paul Bäumer, um jovem alemão que se alista para lutar na Primeira Guerra Mundial, acreditando em ideias patrióticas mas rapidamente percebe a realidade brutal das trincheiras. O que vai encontrar é a violência extrema, o medo constante e o sofrimento físico e psicológico causado pela guerra. Também se pode ver uma crítica ao nacionalismo e a decisões políticas tomadas longe do campo de batalha e que levam à morte de jovens soldados. É um filme muito bem realizado e que mostra de forma muito realista os horrores da guerra. Ganhou o Óscar de melhor filme estrangeiro.
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