My first Magazine Revista Sarau Subúrbio ed 01 | Page 33

Patropi bolou a atividade a partir do que soubera, meses antes, do evento realizado por Vera Loyola para comemorar o aniversário da sua cadela. Vejamos o que a Revista “Isto É”, Edição nº 1569, de 27 de outubro de 1999, na seção Comportamento, falou sobre o evento, chamando atenção a manchete da reportagem: “ F e s t a b o a p r a c a c h o r r o G a r ç o n s s e r v i r a m e m b a n d e j a s r e f r i g e r a n t e s p a r a c ã e s n o a n i v e r s á r i o d a c a d e l a P e p e z i n h a , d a s o c i a l i t e V e r a L o y o l a " " O r a , s e a c a d e l a d a V e r a L o y o l a ( s e m d u p l o s e n t i d o ) p o d e t e r u m a n i v e r s á r i o , p o r q u e o R a b u g e n t o n ã o p o d e ? ", pensou Patropi. E assim foi feito. No dia da festa, com céu azul, um belo sol, apareceram como por encanto dois cavalos. E mais: muitas donas de casa, que nunca frequentaram o botequim, foram com os seus cachorros ao local para prestigiar o vira-lata. Espantado com a presença dos cavalos, Alex perguntou para Luiz Carlos da Vila de onde tinham vindo. Luiz Carlos da Vila respondeu: "Acho que vieram lá da Estrada do Quitungo". Ainda admirado, Alex insistiu: "Sozinhos?". Luiz Carlos tomou um copo de cerveja e sentenciou com um brilho nos olhos, ao observar os cavalos e a cachorrada no local: "É, parece que foi. É que hoje está com um clima meio mágico". Pegou o violão e atacou a música que tinha acabado de fazer, sob a inspiração do "clima mágico". A música, meio samba, meio marchinha, cheia de onomatopéias, agradou em cheio a todos os presentes. Bira da Vila gargalhava de satisfação ao lado do seu padrinho musical, Luiz Carlos da Vila. Três, quatro execuções seguidas, a trabalhadora do Judiciário, Bete Craveiro, sugeriu: "por que não criamos um bloco?". Ressurgia a velha ideia defendida por Luiz Carlos Máximo, desde o início dos anos noventa: a criação do bloco, a partir do bar. Todos aprovaram a sugestão de Bete. Mas, naquele momento, o clima era curtir o alto astral que o evento propiciava. Alguém botou uma gravata no Rabugento, já o lançando como "cãodidato", como sugeria a música de Luiz Carlos. O vira-lata ficou incomodado com o adereço, pisou no mesmo e bateram uma foto do momento em que Rabugento tentava se desvencilhar da gravata: definitivamente, era um vira-lata de raiz, suburbano e não um "almofadinha", emergente, aburguesado. Mal sabia o guerreiro que esta foto ia ser usada meses depois e geraria grande polêmica. * u m d o s f u n d a d o r e s d o B l o c o d o R a b u g e n t o