My first Magazine Relatorio CDS 2016 | Page 60

Lotação: 95 pessoas sem-abrigo; 120 pessoas HIV / Sida em acompanhamento psicossocial; 45 pessoas HIV / Sida em apoio domiciliário
Localização: Centro Social S. Francisco Xavier
A consolidação das alterações ocorridas na equipa, no ano anterior, quer ao nível do diagnóstico e acompanhamento de situações por parte da equipa técnica, quer no que respeita à organização de atividades e desempenho de tarefas por parte do corpo de AAD, começou a ser visível.
Se até aqui os apoios que mais se destacavam eram o apoio económico e a refeição confecionada, notámos uma mudança substancial no tipo de apoio que cada utente procura e adesão às respostas alternativas, isto é, as atividades lúdico-terapêuticas. Tal não significa que a necessidade alimentar e apoio económico se tornou obsoleto, mas que os nossos beneficiários passaram a ter um papel mais ativo no seu processo individual. Procuram alternativas e pedem alternativas. A gestão doméstica foi um exemplo desta mudança. O cartão Pingo Doce permitiu uma maior autonomia ao nível alimentar. As equipas de serviço de apoio domiciliário, ao terem uma intervenção alargada( servem utentes também da resposta TS), permitiram chegar mais longe na intervenção com os beneficiários que se encontram em quartos e / ou apartamento, trabalhando outras competências.
No entanto, continua a ser nossa meta tornar outras atividades como as hortas e a oficina de restauro, oportunidades para cada beneficiário encontrar uma pequena fonte de rendimento alternativa aos normais biscates de rua, como o arrumar carros, ou pequenos serviços às entidades comerciais em troca de um cigarro ou copo de álcool.
Se até aqui o filtro para cada atividade tem sido o de procurar ir ao encontro do gosto pessoal de cada utente, bem como seus interesses e capacidades criativas, no próximo ano e, cada vez mais, através de uma análise mais fina das potencialidades e necessidades dos utentes( maior rigor nos planos de inserção, PI), temos por objetivo inserir os utentes em cada atividade de forma a trabalhar objetivamente características pessoais de acordo com a natureza e propósito de cada atividade. Sem, todavia, ignorar o gosto pessoal.
Assim, contámos ao nível das atividades lúdico-terapêuticas com a equipa de futsal, hortas, a edição regular do jornal“ S. Francisco Xavier – O Informativo”, o atelier“ Cantinho dos 3R”( Reduzir, Reutilizar, Reciclar), a oficina de Restauro, as Hortas, o Grupo de Música do CSSFX e o grupo de Teatro. Salientamos ainda a edição do CD“ Recriar-se”, do Grupo de Música do CSSFX e do grupo de teatro“ Sim Existo”.
Para além destas atividades e serviços regulares, fomos também criando momentos pontuais de convívio. Tais atividades têm-se revelado de grande importância para a aproximação da comunidade em geral à população, outrora vista com algum desagrado estereótipo e preconceito, desde o sem-abrigo que não quer trabalhar, ao toxicodependente que se torna um peso para a sociedade. Estes momentos foram-se materializando quer através de torneios de futsal, quer através da atuação do grupo de música e de teatro.
Relatório de Atividades 2016- CDSetúbal 60