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Vieira FLD | da Silva RR | Minozzo C | Vieira AF | Oliveira L | de Oliveira Jr. NG | Rodrigues CRT Figura 13 – Radiografia após a conduta cirúrgica. DISCUSSÃO O surgimento de necroses nos maxilares induzidas por medicamentos tem sido apresentado por diversos autores. No caso relatado, a paciente fez uso de alendronato durante cinco anos e induziu à necrose após intervenções cirúrgicas para exodontia em mandíbula, uma vez que este tipo de doença acomete mais a mandíbula do que a maxila 5,9,15 . Os tratamentos das necroses induzidas por medica- mentos não são eficientes e estão divididos de acordo com a gravidade do caso, sendo atualmente preconizado que quando a doença se encontra no estágio I, havendo exposição/necrose óssea, assintomática e sem evidência de infecção, o tratamento é conservador, utilizando antibi- óticos orais para lavagem da região. Já no estágio II, no qual, além da exposição/necrose óssea há sintomatologia (eritema com ou sem drenagem purulenta), usamos como tratamento a terapêutica antibiótica associada à lavagem oral. No estágio III, havendo exposição/necrose óssea e pelo menos mais um sintoma (fratura patológica, fístula extraoral ou osteólise envolvendo o bordo inferior da mandíbula), deve-se utilizar antibióticos associados à lavagem oral com debridamentos cirúrgicos mais avançados, a fim de controlar a infecção e a dor para o tratamento 23-24 . No caso relatado, foi realizada a suspensão do medicamento por dois meses, terapia sistêmica com antibiótico e irrigação local de clorexidina 0,12% para controle da infecção, conforme tratamento proposto pela grande maioria dos autores 9-10 . Um dos problemas vivenciados nesses casos acontece quando, mesmo livre dos sintomas, o paciente acometido com a doença apresenta osso exposto e necrótico com baixa vascularização 25 . É possível remover o osso necrótico e 54 INPerio 2017;2(1):48-55 tentar cobrir o remanescente, porém, por alterações relacio- nadas aos queratinócitos, geralmente não apresentam tecido mole em quantidade e com qualidade para fazer a cobertura do osso remanescente, e mesmo que sejam realizadas a remoção e a cobertura, não se pode garantir que o osso remanescente não esteja comprometido pela falta de vascularização e que o mesmo entre também em processo de necrose 26 . Em situações como essa, a utilização de fibrina leucoplaquetária autóloga parece ser uma indicação viável, visto que a mesma contém vários fatores angio- gênicos que irão aumentar a vascularização do osso remanescente e servirá de arcabouço para migração de fibroblasto e, consequentemente, formação de matriz tecidual 18-19 . Outra vantagem é o fato de poder ficar exposta na cavidade bucal, permitindo a proteção inicial da ferida e, posteriormente, a formação de mucosa 21-22 , como foi realizado no caso apresentado, no qual poucos dias após a cirurgia as membranas de fibrina autólogas se apresentaram expostas e, mesmo assim, não interferiram na regeneração tecidual local. CONCLUSÃO As terapias propostas para tratamento não apresentam eficácia suficiente para serem consideradas como proto- colos. Dentro dos limites deste relato, a utilização da fibrina leucoplaquetária autóloga apresentou-se favorável como alternativa após dez meses, abrindo perspectivas para novas formas de se tratar as necroses induzidas por estes medicamentos.