Vieira FLD | da Silva RR | Minozzo C | Vieira AF | Oliveira L | de Oliveira Jr. NG | Rodrigues CRT
A região foi anestesiada (lidocaína 2% com adrenalina
1:100.000), bloqueando o nervo alveolar inferior, com
posterior complementação no nervo bucal e nervo lingual.
A incisão foi realizada com o auxílio de uma lâmina de
bisturi 15C, posterior à área de osso necrótico exposto, até
a região do lado oposto, visto que a paciente apresentava
osso necrótico na região anterior. Após o descolamento
do retalho, as áreas necróticas foram removidas com o auxílio de curetas e uma broca esférica em baixa rotação,
com irrigação abundante em soro fisiológico estéril, até
que o osso sangrante fosse encontrado. O osso que se
encontrava entre as áreas necróticas foi removido de
forma preventiva. Em seguida, as membranas de fibrina
leucoplaquetária autóloga foram colocadas nas áreas
onde anteriormente encontrava-se o osso necrótico.
Os alívios cirúrgicos nas musculaturas foram realizados
para liberar o tecido mole. As suturas foram realizadas
com fio de nylon 5.0.
Depois de 15 dias, observou-se uma grande exposição
da área operada, porém, clinicamente, em algumas regiões,
já se notava a presença de neovascularização (Figuras
7 a 9). Após 30 dias, nota-se, através da imagem, uma
grande epitelização da área que se encontrava exposta
anteriormente (Figura 10). O caso foi controlado por mais
30 dias, totalizando 60 dias, podendo ser observada uma
grande cobertura de tecido mole bem vascularizada e
queratinizada na região (Figura 11). A ausência de recidivas
já dura dez meses (Figuras 12 e 13).
Figura 7 – Terapia cirúrgica. Figura 8 – Terapia cirúrgica.
Figura 6 – Fibrinas.
Figura 9 – Terapia cirúrgica.
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INPerio 2017;2(1):48-55