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SÃO TOMÉ E PRÍNCIPE
Projeto SToP Anemia no combate à“ fome oculta”.
São Tomé, Denise Aguiar
E m São Tomé e Príncipe, a prevalência estimada da Anemia( em 2019) era de 59 %, em crianças menores de 5 anos, e de 44 % em Mulheres em Idade Fértil( MIF). Entre as causas identificadas no país, destacase a má nutrição por deficiências de vitaminas e minerais essenciais, conhecida como“ fome oculta”.
Resultados preliminares de um estudo realizado nas escolas do Ensino Básico do Distrito de Cantagalo evidenciam uma inadequação nutricional muito elevada na ingestão de micronutrientes, nomeadamente Ferro( 96 %), Vitamina A( 90 %), Cálcio( 99 %), Zinco( 94 %), Folato( 91 %) e Potássio( 88 %). Além disso, foi observada uma elevada inadequação na ingestão diária de açúcares totais( 52 %), superando 10 % do valor energético diário total.
Outro estudo( 2024) identificou uma alta prevalência da Anemia Falciforme( ver caixa), sobretudo nas crianças, e com valores de cerca de 13,45 % nas MIF.
É neste contexto que surge o projeto SToP Anemia, em janeiro de 2025, com o objetivo de fortalecer as estruturas comunitárias e de saúde, bem como capacitar as infraestruturas e os profissionais sanitários para esta questão. Isso será possível pela implementação de algoritmos de prevenção, diagnóstico e acompanhamento de pacientes com Anemia, desenvolvidos segundo as especificidades do país.
O projeto visa contribuir para a melhoria da saúde e do estado nutricional das crianças menores de 15 anos e das MIF( dos 15 aos 49 anos), nos Distritos de Água Grande e Cantagalo. Com estas intervenções, o projeto SToP Anemia antecipa uma redução significativa na prevalência da Anemia, melhorando a qualidade de vida, o desenvolvimento cognitivo e a produtividade das crianças e mulheres, contribuindo para romper o ciclo intergeracional desta condição.
Atualmente, o projeto está focado na capacitação de profissionais de saúde para a sensibilização, identificação