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 ruptamente desde há um mês. O número de pessoas atendi- das por elas no posto de saúde da missão triplicou. A maioria, crianças. As doenças infeciosas, nomeadamente a malária, predominavam. A destruição das culturas e o pouco acesso a alimentos, fizeram com que aumentasse o número de casos de desnutrição moderada e grave, o que levou a equipa de nutricionistas da Helpo (a Liliana, a Hélia e o Asmi) a não ter mãos a medir. Durante as 2 semanas de colaboração, criou-se um trabalho de equipa muito gratificante: focámos o nosso trabalho nas crianças, por serem um grupo de grande vulnerabilidade e por serem quem identificámos com maior necessidade de intervenção; remodelámos a sala de tratamentos, que se tor- nou mais ativa e funcional; fizemos formação no sentido de reforçar o uso criterioso dos antibióticos, etc. Com a equipa da Helpo criou-se um trabalho de complemen- taridade que enriqueceu, naqueles dias, o acompanhamento das crianças com malnutrição – a referenciação era feita de parte a parte e as crianças tinham observação médica e nutri- cional, sendo devidamente orientadas. Percebemos também as dificuldades existentes do dia-a-dia e o esforço constante das irmãs para colmatar essas dificulda- des: falta de material e de alguns medicamentos, sobretudo formulações pediátricas, falta de médicos na área, dificulda- des logísticas no transporte de crianças mais graves para hos- pitais mais diferenciados, etc. O “hospital” do Dombe (a cerca de 5 km do posto de saúde da Missão do Dombe) carecia de recursos técnicos e humanos com formação específica de qualidade. Isto tornava desafiante os internamentos das situa- ções mais graves de malnutrição! Mas foi muito gratificante observar o trabalho maravilhoso destas Irmãs missionárias, de manter o funcionamento deste posto de saúde, por meios próprios, dando apoio à saúde física e espiritual desta população. Igualmente, foi muito gra- tificante observar o trabalho de campo da Helpo, não só no rastreio à população e acompanhamento das situações de malnutrição identificadas, mas também toda a logística para o fornecimento de alimentos, vestuário, etc... As perdas destas pessoas são irreparáveis. Perderam-se ami- gos, familiares, animais, culturas. Mas, no meio de tanta dor, também vieram alegrias! Nasceram crianças e estreitaram-se laços. As histórias do Idai, no Dombe, vão permanecer e vão ser contadas na primeira pessoa. Nos nossos corações vai per- manecer o sorriso das crianças e a bondade dos que conse- guem dar, quando tudo precisam. Um bem-haja a Dombe!