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 tornou uma sala cheia de mães, pais e avós: todos interessados, com dúvidas e muito curiosos. Começou por se falar da importância dos diferentes alimentos, as vantagens de ser uma farinha – armazenamen- to, transporte e durabilidade - mas também da possibilidade de tudo poder ser igualmente realizado com o alimento fresco. Também se real- çou a possibilidade de cozinhar para crianças sem usar sal ou açúcar e de se poder adoçar ou intensificar o sabor do prato com frutas ou ervas aromáti- cas, respetivamente. Falou-se da razão da comida dos mais novos não poder ser à base de canjas ou “comida sol- ta”, como dizem por cá, e finalmente passou-se para a prática. Começou por se ralar o côco para o leite de côco, utilizou-se banana seca para ajudar a adoçar um pouco mais a papa (outro produto local, mas que pode ser substituído por banana es- magada e acrescentada no final), um pouco de pau de canela e tudo na panela, sempre a mexer para se criar uma papa híper saborosa e híper ener- gética. A degustação foi um verdadei- ro sucesso! O mesmo se repetiu no Centro de Saú- de de Água Izé e, depois, em Santana. Alternativas a esta receita foram sendo sugeridas ao longo dos meses, e as mães começaram a usar a água de cozer o pei- xe ou a galinha, para criar a papa, acres- centando depois peixe, galinha ou ovo, abóbora, cenoura, feijão verde e, sempre, um fio de azeite de palma no final. Este foi, sem dúvida, um Presente Soli- dário que fez sucesso! Foi com enorme alegria que o PANMI viu crianças a me- lhorar o estado nutricional por poderem ter este apoio no seu dia a dia. Mas tam- bém foi maravilhoso poder ver as mães desmistificar crenças relativas à alimen- tação das crianças, por verem resultados rápidos e satisfação na hora das refei- ções. Acompanhar as reações das mães ao longo destes quatro meses, foi muito gratificante. Estas perguntavam sempre entusiasmadas se ainda havia farinhas, havendo várias mães a referir: “bebé gos- ta tanto, que não deixa ninguém tocar no prato dele e quer comer sozinho com a própria colher!” Ao longo destes quatro meses foram be- neficiadas 63 crianças com idade superior a seis meses, permitindo que, no caso das crianças com menos de 12 meses, a maioria pudesse receber as duas embala- gens de farinhas quinzenalmente e não mensalmente. Certamente que os hábi- tos, que foram criados ao longo destes quatro meses, não deixarão de ser colo- cados em prática e serão tidos em conta por muito mais tempo. Um grande obrigado a todos os que contribuíram!