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 MOÇAMBIQUE sinais de esperança... em Moçambique. Nampula, Inês Faustino Q uando vivemos num país onde apenas 24 em cada 100 jovens em idade de frequentar o ensino secun- dário o faz, e onde a mortalidade de crianças com menos de 5 anos é mais baixa para aquelas cujas mães fre- quentam o ensino secundário, poder acompanhar o percur- so destes jovens estudantes e com eles partilhar a conclusão do seu ensino secundário é sinal de que estamos no bom caminho. É sinal de que o compromisso dos padrinhos e das madrinhas da Helpo está a dar os seus frutos para melhorar o futuro e para proporcionar melhores oportunidades a estes jovens e às suas famílias. Na província de Nampula, onde aqueles dados estatísticos são ainda mais graves (apenas 19 em cada 100 jovens fre- quentam o ensino secundário), a Helpo realizou a 2ª Ceri- mónia de Bolsas de Estudo Futuro Maior para a entrega de certificados a todos(as) os(as) jovens apadrinhados(as) que concluíram com sucesso a 12ª classe. Quisemos, novamen- te, marcar este momento na vida dos jovens finalistas, mas também motivar todos os outros, que ainda estão no árduo caminho de conclusão do Ensino Secundário. A cerimónia realizou-se no dia 5 de fevereiro, na Sala Magna da Universi- dade Lúrio, uma das mais importantes do país, e contou com a presença de quase uma centena de jovens. Juntaram-se a eles, este ano, alguns dos finalistas do ano passado, que qui- seram também marcar presença e ver os seus colegas receber o certificado de conclusão da Bolsa de Estudo Futuro Maior da Helpo. Também assistiram os encarregados de educação que vieram de bastante longe para acompanhar os filhos nes- ta festa. A cerimónia contou, ainda, com a presença da nossa Coorde- nadora Geral, Joana Clemente, de Rafael Ripper e Maria Cou- ceiro, da BigFish, de Paulo Fernandes da Equipa de Comuni- cação, de representantes da Fundação Galp, Sandra Aparício e Claúdia Ngwenya e da Dra. Anifa Assane, em representação da Universidade Lúrio. O evento iniciou-se com uma peça tea- tral sobre a questão da desigualdade de género no acesso à educação pelo MOSOLECA (Movimento Sociocultural Literário Educar com Arte) de Nampula, abrindo um pouco o debate sobre esta questão para os presentes. Este ano, o número de finalistas aumentou para quase o dobro em relação ao ano