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 MOÇAMBIQUE a arte de sonhar dos Futuros Presidentes está em Maputo. Maputo, Paulo Fernandes Largas dezenas de pessoas fizeram questão de conhecer os “Futuros Presidentes de Moçambique”, na cerimó- nia de inauguração da exposição, a 13 de Fevereiro, no Camões - Centro Cultural Português, em Maputo. C asa cheia, discursos emotivos, muitos amigos, muitos jornalis- tas e muitos sorrisos de felicida- de! Foi neste ambiente de festa e cele- bração que foi recebido este projeto, da autoria do fotógrafo Luís Mileu e do escritor Ricardo Henriques, que durante cerca de duas semanas, em Feverei- ro de 2018, estiveram em Nampula e Cabo Delgado, a convite da Helpo, para captar a realidade na qual vivem muitas crianças moçambicanas. E é, precisa- mente, passado um ano, depois da ex- posição ter já sido mostrada em Lisboa, na Assembleia da República e na Ribeira das Naus, que chega a Maputo. A cerimónia contou com o discurso de abertura de Maria Amélia Paiva, Embai- xadora de Portugal em Moçambique, que fez questão de afirmar que este projeto “mostra-nos sobretudo o poder dos sonhos. Através dos testemunhos tocantes e dos rostos destas maravilho- sas crianças, ficamos com a certeza que acreditar e investir nas futuras gerações pode mudar vidas, alimentar esperan- ças, e abrir inúmeras possibilidades para o futuro”, acrescentando ainda que “não posso deixar de assinalar e reconhecer, na presença de todos, o importante trabalho desenvolvido pela Helpo no apoio e no investimento em diversos programas ligados à infância, à educação, à saúde materno-infantil e à nutrição.” Também a Coordenadora Geral da Helpo, Joana Clemente, centrou a sua intervenção na importância dos sonhos, num discurso muito emotivo, lembran- do que “sonhar é um exercício altamen- te recomendável e plenamente demo- crático. Sonhar é, também, um exercício aparentemente simples. No entanto, quando nos emaranhamos pelo mundo adentro, apercebemo-nos da quantida- de de gente como nós, que não sonha! Na sua aparente simplicidade, sonhar com qualquer coisa implica ser capaz de conceber uma realidade em que a minha circunstância é diferente daquela que eu conheço. E, digo-o com grande convicção e tristeza, há certamente mui- tos milhões de pessoas no mundo, para quem o exercício do sonho pode ser adjetivado de muitas formas, mas não como um exercício simples! Há muitos milhões de pessoas para as quais ima- ginar que a sua circunstância pode ser diferente do que é, se aproxima do im- possível.” Este projeto tem por base a ideia de que a educação pode transformar a vida a milhões de crianças, alertando