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 PORTUGAL pingo mais doce. Lisboa, António Perez Metelo A notícia podia resumir-se a isto: “A Associação Helpo, através da Recolha de Fundos nas lojas Pingo Doce (PD), que decorreu este ano entre os dias 1 e 10 de setembro, arrecadou 51.372€, o que representa um aumento de receita de +12,4%, face ao valor atingido por idêntica ação em 2017!” Podia, mas não deve! Resumirmos um esforço coletivo de centenas de concidadãos, que abraçaram esta causa de aju- dar crianças extremamente pobres a prosseguir com êxito os seus estudos num país irmão, mas longínquo, ao seu entu- siasmante resultado monetário, seria silenciar grande parte do seu verdadeiro alcance. Para que este resultado se tornas- se possível, 455 voluntários abordaram os consumidores em 141 das 421 lojas Pingo Doce do país, mais do que duplican- do as presenças, em comparação com 2017 (a Helpo tinha es- tado em 62 lojas). E, muito para além desta mobilização, está a constelação de laços dados com Câmaras Municipais, com Bolsas Locais de Voluntários, com outras instituições do 3º setor que, solidariamente, cuidaram de ajudar-nos nesta que passou a ser a maior ação pública de angariação de fundos da Helpo, em cada ano. Esses laços permanecem, mesmo quando, desta vez, os es- forços de muitos não conseguiram contrariar as dificuldades que o calendário impôs: reparem que a campanha começou