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 MOÇAMBIQUE todos iguais, todos especiais. Nampula, Carlos Almeida E m 10 anos de presença em Moçambique, a Helpo tem sido pioneira em muitas coisas. Desta vez, entrámos numa área da Educação, onde ainda não tínhamos tido o prazer de trabalhar. E quem já entrou neste mundo, sabe que depois é difícil de sair… Recebemos um desafio do Ministério da Educação e Desen- volvimento Humano para realizar algo inédito no norte do país. Falamos do Festival Inclusivo, que decorreu no passado dia 17 de novembro e cujo objetivo é colocar crianças de uma instituição de Ensino Especial a praticar jogos tradicionais, lúdicos e desportivos juntamente com crianças de escolas vi- zinhas. A Helpo e o parceiro Millennium BIM puseram mãos à obra e, assim, nasceu o 1º Festival do Ensino Inclusivo de Nampula, no CREI (Centro de Recursos de Ensino Inclusivo), instituição que acolhe crianças das três províncias do Norte: Nampula, Cabo Delgado e Niassa. Os sorrisos dos meninos, orgulhosos por receberem em sua “casa” visitas, neste caso os meninos de duas Escolas Primá- rias apoiadas pela Helpo, EPC Napacala e EPC Matibane e, ainda, a equipa de reportagem da RTP, que captou os me- lhores momentos e ainda realizou o sonho de uma meni- na invisual de trabalhar como jornalista da TV, tornaram-se contagiantes! A alegria por receber uma simples t-shirt e uma sacola com material escolar, a espera pelo lanche de confra- ternização - tudo é vivido com muita intensidade! No final, chegámos à conclusão de que todas as crianças, com as suas limitações, conseguem superar-se e podemos dizer, sem sombra de dúvida, que realmente são todas iguais. A aposta foi ganha e já marcámos na agenda o 2º Festival In- clusivo de Nampula. Porque, quando estamos juntos, ficamos mais ricos e enriquecemos quem nos rodeia! O termo Educação Especial só pode vir do facto de estas crianças nos fazerem sentir especiais!