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 este ciclo nas províncias onde trabalhamos não dispõe de um único exemplar para lecionar ou aprender os conteúdos pre- vistos). Realizámos atividades de fortalecimento da capacidade téc- nica do pessoal de saúde da Ilha de Moçambique ao nível da nutrição e realizámos um estudo sobre o estado nutricional, hábitos alimentares e valor nutricional da alimentação distribuí- da nas 3 escolinhas integradas no projeto do Cluster da Cooperação portuguesa, fase II, na Ilha de Moçambique. Demos continuidade a todas as ativida- des de distribuição de material escolar, de primeiros socorros, vestuário e calçado, material lúdico e didático e formações de capacitação a professores, pais e comuni- dades, em todos os locais abrangidos pelo programa de apoio à educação e desen- volvimento integrado da criança (PAEDIC) em curso onde vivem as crianças apadri- nhadas pelos nossos padrinhos e madri- nhas. Destacamos as cores claras porque são elas que nos lembram e provam que os números das tabelas dos índices de desen- volvimento humano não são estanques e a realidade que co- nhecemos não é uma sentença. Conhecemos dias bons e re- conhecemos conquistas importantes permitidas pelos nossos padrinhos e madrinhas, equipas de trabalho e, ingrediente sem o qual não há resultados, a esperança e esforço dos be- neficiários dos projetos que acreditam em transformar o que lhes bloqueia os sonhos e escurece os dias. Este triângulo tem-nos permitido traçar um caminho com resulta- dos e continuar a caminhar no sentido de escalar posições que levem a transformar os índices de baixo desenvolvimento hu- mano num ponto de partida mais justo e igualitário. Vivemos num país com problemáticas so- ciais, flagelos que precisamos de combater e muita, muita gente que precisa de uma mão; mas vivemos num país de muito ele- vado índice de desenvolvimento humano, que ocupa a 41ª posição na tabela, porque não aspirar a uma realidade mais justa para todos? Sermos exigentes tanto com aquilo que sonhamos para nós, como com aquilo a que pensamos ser um direito de todos? “reconhecemos conquistas impor- tantes permitidas pelos nossos padrinhos e madri- nhas, equipas de trabalho (...)”