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ENERGIA
RAPHAEL VALE, PRESIDENTE DA COOBER: em Paragominas( PA), o estímulo ao setor conta com iniciativas do cooperativismo
WANDA HOFFMANN,
REITORA DA UFSCAR: já está em andamento um projeto de eficiência energética no campus de Araras tudo inédito no País, de utilidade prática, que vai subsidiar instituições e empresas atuantes na cadeia na formulação de estratégias competitivas”, afirma Eliane Borges, coordenadora nacional do Macrossegmento Energia no Sebrae Nacional.“ O Brasil é um país fotovoltaico por excelência, com um dos melhores recursos solares do planeta. Há diversas oportunidades para empreender nos diferentes elos desta cadeia em todas as regiões”, avalia Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar.
Além de um panorama nacional e mundial da cadeia de energia solar fotovoltaica, esse trabalho do Sebrae aborda inúmeros outros temas, como legislação e regulamentação, financiamento, instituições de apoio e os diversos campos de oportunidades. A análise da competitividade e das potencialidades do setor mostra também onde há fragilidades. A pesquisa traz, por exemplo, avaliação sobre as possibilidades para negócios complementares, como fabricantes de bens( equipamentos e componentes do sistema fotovoltaico). Nesses casos, há uma preocupação com o alto investimento, a necessidade de expertise e equipamento altamente técnico. As maiores chances podem vir do setor de serviços, como integradores de sistemas fotovoltaicos, consultorias e assessorias diversas, certificadoras e terceirização para grandes empresas de operação e manutenção. O estudo completo está disponível para download no portal do Sebrae na Internet, na área“ Organização”.
O cooperativismo também tem gerado iniciativas para estimular o avanço da energia solar fotovoltaica no Brasil. Em Paragominas( PA), um programa multilateral chamado Paragosol garante descontos na CIP( Contribuição de Iluminação Pública) para quem produz sua própria energia a partir de sistemas sustentáveis. A proposta foi feita pela Coober( Cooperativa Brasileira de Energia Renovável), com apoio do Sistema OCB-PA, à prefeitura de Paragominas, que se comprometeu a propor legislações favoráveis ao uso da energia solar fotovoltaica. De acordo com a Coober, Paragominas poderá ser o primeiro município brasileiro a ter esse tipo de desconto.“ Teremos uma ação pioneira de incentivo à sustentabilidade energética, justamente onde nasceu o cooperativismo de energia renovável no País”, comenta Raphael Vale, presidente da Coober.
O desenvolvimento deste setor chegou também ao cooperativismo em Mato Grosso. Por meio do Pesi( Programa de Energia Sustentável da Indústria), inciativa da Fiemt( Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso), o Sicredi passou a oferecer uma linha de crédito para financiar projetos energéticos eficientes e de baixo impacto ambiental. Essa opção, que apesenta condições especiais, está disponível a empresários do setor industrial filiados à Fiemt e a associados da instituição financeira para a aquisição de kits de geração de energia fotovoltaica. Ou seja, há possibilidades para pessoas jurídicas e físicas.
Mais do que fomentar soluções alternativas de geração de energia sustentável com custos menores e crédito acessível, esse programa visa a dar a destinação correta para resíduos e estimular o conhecimento e a adoção de práticas sustentáveis.“ Está no DNA do cooperativismo o estímulo à sustentabilidade”, diz João Spenthof, presidente da Central Sicredi Centro Norte.
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