MUNDANO Mag №03 | Page 47

A MEDITAÇÃO DO CIGARRO POR MARCIA VALENTIM TERAPEUTA CORPORAL Quando fumar, peque o cigarro muito lentamente. Curta o cigarro, não há pressa. Fique consciente, alerta, atento; pegue lentamente com atenção total nos seus gestos, sem nem um gesto mecânico. Bata o cigarro no maço, ouça o som, como fazem as pessoas zen, quando o samovar começa a cantar e o chá começa a ferver (como a cerimônia do chá), sinta o aroma... Cheire o cigarro e sinta a sua beleza. O tabaco também é divino, ele nos vem da Grande Mãe, o cheiro é celestial, quase como o cheiro de Deus. Então ponha o cigarro na boca, com toda a atenção e acenda-o. Curta cada ato, cada pequeno ato e dividaos em muitos pequenos atos para que você possa tornar-se o mais alerta possível. Dê a primeira tragada: Deus em forma de fumaça. Os hindus dizem, “Annam Brahm” que significa “comida é Deus”. Porque não a fumaça? Tudo é Deus. Encha profundamente seus pulmões – isto é Pranayama, a expansão da bioenergia no corpo humano através de respiratórios conscientes e estruturados. Estou lhe dando uma nova Yoga para um novo tempo! Depois, solte a fumaça, relaxe; dê outra tragada – e faça tudo bem devagar. Se você puder fazer isso, ficará surpreso e logo verá toda a estupidez disso. Não porque os outros estão lhe dizendo que é estúpido ou ruim. Você o verá e não apenas intelectualmente, mas a partir de seu ser total, será uma visão da sua totalidade. E então, um dia, se o vicio desaparecer, desapareceu; se continuar, continuou. Você não tem que se preocupar com isso. O segredo da meditação é uma desautomatização. Andando, ande devagar e atentamente. Olhando, olhe cuidadosamente e você verá tudo de outra maneira, nada automatizado. Escute! Alguém falando, ouça atentamente. Quando falar, fale atentamente e, quando perceber, não fará mais nada no automático, nada será julgamento, você terá despertado. Deixe que toda a sua atividade de despertar t