MUNDAN
cepção popular do Father Christmas como
modelo para seu personagem “Ghost of
Christmas Present” (Fantasma do Natal Atual). Com o tempo, entretanto, Father Christmas uniu-se com Santa Claus e Sinterklaas
nessa função mais moderna como portador
das dádivas para as crianças.
Seu método de entregar presentes não difere
em nada da versão atual. Um fato singular é
que algumas versões da lenda pregam que ele
veste uma roupa verde ao invés do mais prevalecente vermelho, e nem sempre vive no
Pólo Norte. Alguns países citam a Groenlândia como o lar tradicional do Father Christmas, enquanto outros usam a Província de
Lapland na Finlândia.
Há ainda conspiradores e conspirações que
atestam que a versão atual do American Santa foi uma campanha de marketing viceral
liderada pela então ascendente Coca-Cola
Company, que nutriu a ascensão do personagem e o incorporou nos produtos da marca.
E após lermos sobre tantos países frios bateu
uma sensação gelada, a situação vai ficar
mais intensa, pois vamos em direção às repúblicas, ex-repúblicas soviéticas e países póscomunistas, e o nosso anfitrião será a figura
imponente do: Ded Moroz! (Ou “Grandfather
Frost”)
MUNDANO
mag
Ele é o doador de presentes dos países eslavos no Leste Europeu, como Rússia, Polônia,
Bósnia, etc. Como Santa, Ded Moroz veste
uma pomposa roupa vermelha (que alguns
afirmam ser azul) e aparenta uma barba branca, mas ele não usa renas nem dirige um trenó. Ao contrário, ele dirige uma troika, que é
uma tradicional carruagem russa, puxada por
três cavalos e que desliza sobre a neve.
O aspecto mais interessante de Ded Moroz é
sua história. Conforme contam, ele foi uma
vez um maligno e vicioso feiticeiro que sequestrava crianças e demandava presentes
como resgate. O tempo foi passando, ele foi
reformado, e agora entrega presentes às crianças como forma de expiar seus caminhos
ímpios de outrora. Também único à lenda de
Ded Moroz é sua neta Snegurochka, “A Donzela da Neve”, que dizem acompanhá-lo em
suas viagens, e juntos preparam presentes para todas as crianças sem a segregação atribuida à figura de Sto. Nicholas.
Ainda rumando pela escandinávia, encontramos a lenda de uma criaturinha simpática,
que com o tempo passou a ser integrada dentro da celebração do natal: Tomte.
Ele pode ser encontrado em países como Noruega, Finlândia e Suécia. Nas suas encarnações mais recentes, Tomte (também conhecido como Nisse, Jultomte) são conhecidos por
serem pequenos gnomos que mantêm a vigilância sobre as fazendas dos moradores locais. Eles são geralmente gentis e olham pelas pessoas, mas tem um pavio um tanto curto e são rápidos para socar ou pregar peças
em quem não age de boa intenção com as
plantações. Sua aparência no entanto mudou,
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