CRÔNICA
A Magia d
Fotoss: Studio Cl Art
Não é lá tão fácil de negar que a aproximação que a
tecnologia da informação traz com o passar do tempo,
vem gradualmente redefinindo e modificando o conceito de magia. E é aí que provém todo o alicerce do
que gostaria de retificar: A magia á que vou me referir,
apesar de poder ser mensurada, não caberia nas vigas
concretas de conceito algum. Todo o impacto informativo que a cultura da sociedade de consumo produz é,
sem dúvida, envolvente. Propagandas e as mídias digitais estão cada vez mais aptas e voltadas a maneiras
variáveis de envolver nossa atenção e manipular nossa
imaginação. Vou me abster de juízos de valores, pois
sabemos que bem ou mal há vantagens e desvantagens na maioria das coisas deste mundo, o ponto é que
gostaria de chamar a atenção para algo que está além
da forma.
MUNDANO
mag
A magia do teatro sempre é lembrada, falada, e principalmente (deverás) sentida. Qualquer forma de manifestação tem um cunho informativo, vezes intenso; vezes leviano. Mas o que mantém vivo os grupos itinerantes e/ou grupos fixos independentes (Que são
quem, efetivamente dependem dessa magia para subsistência) é o fenômeno não nomeável que acontece
em cena, no dialogo dicotômico entre ator e plateia.
Não que os grandes musicais não tenham essa magia
em suas coreografias minimamente detalhadas, ou em
seus aparatos de iluminação milimétricamente intensos e precisos. Há magia. Mas essa magia não é lá tão
diferente da magia propiciada pela conjuntura dos elementos tecnológicos fornecidos pelos aparelhos de mídia, como celulares e smartphones. O cinema também
a usa, ainda que mantenha poesia por de trás dos elementos posicionados para entreter os sentidos. A magia a qual me refiro, é a matriz das magias do entretenimento, porque não é só entretenimento – é comunicação - no sentido mais humano possível. Isso só se
torna viável dada a efemeridade e a desnudez psicológica do ator entregue em cena: Só assim, o espectador
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