MUNDANO Mag №02 | Seite 44

CRÔNICA A Magia d Fotoss: Studio Cl Art Não é lá tão fácil de negar que a aproximação que a tecnologia da informação traz com o passar do tempo, vem gradualmente redefinindo e modificando o conceito de magia. E é aí que provém todo o alicerce do que gostaria de retificar: A magia á que vou me referir, apesar de poder ser mensurada, não caberia nas vigas concretas de conceito algum. Todo o impacto informativo que a cultura da sociedade de consumo produz é, sem dúvida, envolvente. Propagandas e as mídias digitais estão cada vez mais aptas e voltadas a maneiras variáveis de envolver nossa atenção e manipular nossa imaginação. Vou me abster de juízos de valores, pois sabemos que bem ou mal há vantagens e desvantagens na maioria das coisas deste mundo, o ponto é que gostaria de chamar a atenção para algo que está além da forma. MUNDANO mag A magia do teatro sempre é lembrada, falada, e principalmente (deverás) sentida. Qualquer forma de manifestação tem um cunho informativo, vezes intenso; vezes leviano. Mas o que mantém vivo os grupos itinerantes e/ou grupos fixos independentes (Que são quem, efetivamente dependem dessa magia para subsistência) é o fenômeno não nomeável que acontece em cena, no dialogo dicotômico entre ator e plateia. Não que os grandes musicais não tenham essa magia em suas coreografias minimamente detalhadas, ou em seus aparatos de iluminação milimétricamente intensos e precisos. Há magia. Mas essa magia não é lá tão diferente da magia propiciada pela conjuntura dos elementos tecnológicos fornecidos pelos aparelhos de mídia, como celulares e smartphones. O cinema também a usa, ainda que mantenha poesia por de trás dos elementos posicionados para entreter os sentidos. A magia a qual me refiro, é a matriz das magias do entretenimento, porque não é só entretenimento – é comunicação - no sentido mais humano possível. Isso só se torna viável dada a efemeridade e a desnudez psicológica do ator entregue em cena: Só assim, o espectador 44