CAPÍTULO 6:: 69
( C) as zonas de minifúndios americanas e as zonas comerciais africanas.( D) as zonas manufatureiras americanas e as zonas de entreposto africano no caminho para Europa.
( E) as zonas produtoras escravistas americanas e as zonas africanas reprodutoras de escravos.
7)( Enem / 2010) Os tropeiros foram figuras decisivas na formação de vilarejos e cidades do Brasil colonial. A palavra tropeiro vem de“ tropa” que, no passado, se referia ao conjunto de homens que transportava gado e mercadoria. Por volta do século XVIII, muita coisa era levada de um lugar a outro no lombo de mulas. O tropeirismo acabou associado à atividade mineradora, cujo auge foi a exploração de ouro em Minas Gerais e, mais tarde, em Goiás. A extração de pedras preciosas também atraiu grandes contingentes populacionais para as novas áreas e, por isso, era cada vez mais necessário dispor de alimentos e produtos básicos. A alimentação dos tropeiros era constituída por toucinho, feijão preto, farinha, pimenta-do--reino, café, fubá e coité( um molho de vinagre com fruto cáustico espremido). Nos pousos, os tropeiros comiam feijão quase sem molho com pedaços de carne de sol e toucinho, que era servido com farofa e couve picada. O feijão tropeiro é um dos pratos típicos da cozinha mineira e recebe esse nome porque era preparado pelos cozinheiros das tropas que conduziam o gado.
Disponível em: http:// www. tribunadoplanalto. com. br( acesso em 27 / 11 / 2008)
A criação do feijão tropeiro na culinária brasileira está relacionada à:( A) atividade comercial exercida pelos homens que trabalhavam nas minas.( B) atividade culinária exercida pelos moradores cozinheiros que viviam nas regiões das minas.( C) atividade mercantil exercida pelos homens que transportavam gado e mercadoria.( D) atividade agropecuária exercida pelos tropeiros que necessitavam dispor de alimentos.( E) atividade mineradora exercida pelos tropeiros no auge da exploração do ouro.
8)( Enem 2012) Em um engenho sois imitadores de Cristo crucificado porque padeceis em um modo muito semelhanteo que o mesmo Salvador padeceu na sua cruz e em toda a sua paixão. A sua cruz foi composta de dois madeiros, e a vossa em um engenho é de três. Também ali não faltaram as canas, porque duas vezes entraram na Paixão: uma vez, servindo para o cetro de escárnio, e outra vez para a esponja em que lhe deram o fel. A Paixão de Cristo parte foi de noite sem dormir, parte foi de dia sem descansar, e tais são as vossas noites e os vossos dias. Cristo despido, e vós despidos; Cristo sem comer, e vós famintos; Cristo em tudo maltratado, e vós maltratados em tudo. Os ferros, as prisões, os açoites, as chagas, os nomes afrontosos, de tudo isto se compõe a vossa imitação, que, se foracompanhada de paciência, também terá merecimento de martírio.
VIEIRA, A. Sermões. Tomo XI. Porto: Lello & irmão. 1951 – Adaptado
( C) o sofrimento dos jesuítas na conversão dos ameríndios.( D) o papel dos senhores na administração dos engenhos.( E) o trabalho dos escravos na produção de açúcar.
9)( Enem 2012) Torna-se claro que quem descobriu a África no Brasil, muito antes dos europeus, foram os próprios africanos trazidos como escravos. E esta descoberta não se restringia apenas ao reino linguístico, estendia-se também a outras áreas culturais, inclusive à da religião. Há razões para pensar que os africanos, quando misturados e transportados ao Brasil, não demoraram em perceber a existência entre si de elos culturais mais profundos.
SLENES, R. Malungu, ngoma vem! África coberta e descoberta do Brasil. Revista USP. n. 12, dez./ jan./ fev. 1991-92 – Adaptado
Com base no texto, ao favorecer o contato de indivíduos de diferentes partes da
África, a experiência da escravidão no Brasil tornou possível a( A) formação de uma identidade cultural afro-brasileira.( B) superação de aspectos culturais africanos por antigas tradições europeias.( C) reprodução de conflitos entre grupos étnicos africanos.( D) manutenção das características culturais específicas de cada etnia.( E) resistência à incorporação de elementos culturais indígenas.
10)( Enem2012) A experiência que tenho de lidar com aldeias de diversas nações me tem feito ver, que nunca índio fez grande confiança de branco e, se isto sucede com os que estão já civilizados, como não sucederá o mesmo com esses que estão ainda brutos.
NORONHA, M. Carta a J. Caldeira Brant: 2 jan. 1751. Apud CHAIM, M. M. Aldeamentos indígenas( Goiás: 1749-1811). São Paulo: Nobel, Brasília, INL, 1983 – Adaptado
Em 1749, ao separar-se de São Paulo, a capitania de Goiás foi governada por D. Marcos de Noronha, que atendeu às diretrizes da política indigenista pombalina que incentivava a criação de aldeamentos em função
( A) das constantes rebeliões indígenas contra os brancos colonizadores, que ameaçavam a produção de ouro nas regiões mineradoras.
( B) da propagação de doenças originadas do contato com os colonizadores, que dizimaram boa parte da população indígena.
( C) do empenho das ordens religiosas em proteger o indígena da exploração, o que garantiu a sua supremacia na administração colonial.
( D) da política racista da Coroa Portuguesa, contrária à miscigenação, que organizava a sociedade em uma hierarquia dominada pelos brancos.
( E) da necessidade de controle dos brancos sobre a população indígena, objetivando sua adaptação às exigências do trabalho regular.
O trecho do sermão do Padre Antônio Vieira estabelece uma relação entre a Paixão de Cristo e:( A) a atividade dos comerciantes de açúcar nos portos brasileiros.( B) a função dos mestres de açúcar durante a safra de cana.