Minha primeira Revista testeolhares_interativo_2016 | Página 233
“Cadê o meu processo?”
Aguardando a audiência uma senhorinha, que acompanhava seu
filho, perguntou: “Cadê o meu processo?” Foi-lhe explicado que o
processo não era dela, que já era aposentada, e sim de seu filho
que apresentava laudos relatando problemas psiquiátricos, e que
a perícia e audiência seriam realizadas. A senhora, que residia a
2 quarteirões do local das audiências, era a primeira a chegar e a
última a sair durante todos os dias do mutirão. A perícia constatou
incapacidade parcial e temporária do filho, julgando improcedente a
ação. O autor e sua mãe foram assistidos pela Defensoria Pública
da União, mas o pedido que a mãe fez à defensora pública foi inu-
sitado: “Agora posso levar “meu” processo embora?”
O humano
por trás do processo
Sumário
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