RE-CONHECENDO A SUA CIDADE
E aproveitando tudo que se pode fazer nela
Uma afirmação que me aborrece em qualquer situação que eu ouça é de que em Salvador não há o que fazer para se divertir, a não ser eventos que envolvam bastante dinheiro e bebida – ou seja, farras pagas, amplamente divulgadas pela grande mídia, para onde vão multidões.
E o pior é que isso acaba clonando uma imagem de uma Bahia, e de uma vida cultural na Bahia, que é folclórica, rasa, pobre. Não que eu tenha nada contra estes acontecimentos, mas assim como no nosso carnaval, que é muito mais rico e complexo do que a forma como é retratado na TV, não somos
só isso.
Mas nós mesmos repetimos e reforçamos esta percepção. Como trabalho com jornalismo cultural há muitos anos, tanto dentro de veículos de comunicação quanto como assessora de imprensa, tenho acesso a muita informação que não sai na grande mídia. E o balanço que faço, embora estejamos vivendo um momento especialmente difícil para quem produz cultura aqui, é que muita coisa acontece na cidade, nas várias cidades do Salvador, que fazem nossa capital ser como é.
A gente tem muita música brasileira tocando para todo lado – chorinho, samba, MPB nova ou velha, pagode, arrocha – e rock´n ´roll também. Tem muita peça de teatro boa de verdade sendo encenada a preços populares, em teatros no centro da cidade, em horários que permitem que as pessoas cheguem cedo e saiam cedo.
Há também eventos totalmente gratuitos que marcam a vida da cidade com frequência: Festival Internacional de Artistas de Rua, Festival da Primavera, Flipelô – Festa Literal Internacional do Pelourinho, a programação do Pelourinho Dia e Noite, com música e teatro nas ruas do Centro
Histórico...
Mas tem muito mais. Somos uma cidade de cartões postais e de monumentos históricos. Dá para ir visitar a Basílica do Bonfim e depois ir assistir ao pôr-do-sol na Ponta de Humaitá; visitar o Museu Náutico que fica dentro do Farol da Barra e assistir a outro lindo pôr-do-sol, daqueles de
bater palmas;
ir passear na Ribeira, tomar sorvete e só curtir o quanto aquele lugar é lindo; fazer piquenique em São Tomé de Paripe, para mim um dos luga-
res mais lindos da cidade.
Opinião
RE-CONHECENDO A SUA CIDADE
E aproveitando tudo que se pode fazer nela
Uma afirmação que me aborrece em qualquer situação que eu ouça é de que em Salvador não há o que fazer para se divertir, a não ser eventos que envolvam bastante dinheiro e bebida – ou seja, farras pagas, amplamente divulgadas pela grande mídia, para onde vão multidões.
E o pior é que isso acaba clonando uma imagem de uma Bahia, e de uma vida cultural na Bahia, que é folclórica, rasa, pobre. Não que eu tenha nada contra estes acontecimentos, mas assim como no nosso carnaval, que é muito mais rico e complexo do que a forma como é retratado na TV, não somos
só isso.
Mas nós mesmos repetimos e reforçamos esta percepção. Como trabalho com jornalismo cultural há muitos anos, tanto dentro de veículos de comunicação quanto como assessora de imprensa, tenho acesso a muita informação que não sai na grande mídia. E o balanço que faço, embora estejamos vivendo um momento especialmente difícil para quem produz cultura aqui, é que muita coisa acontece na cidade, nas várias cidades do Salvador, que fazem nossa
capital ser como é.
A gente tem muita música brasileira tocando para todo lado – chorinho, samba, MPB nova ou velha, pagode, arrocha – e rock´n ´roll também. Tem muita peça de teatro boa de verdade sendo encenada a preços populares, em teatros no centro da cidade, em horários que permitem que as pessoas cheguem cedo e saiam cedo.
Há também eventos totalmente gratuitos que marcam a vida da cidade com frequência: Festival Internacional de Artistas de Rua, Festival da Primavera, Flipelô – Festa Literal Internacional do Pelourinho, a programação do Pelourinho Dia e Noite, com música e teatro nas ruas do Centro
Histórico...
Mas tem muito mais. Somos uma cidade de cartões postais e de monumentos históricos. Dá para ir visitar a Basílica do Bonfim e depois ir assistir ao pôr-do-sol na Ponta de Humaitá; visitar o Museu Náutico que fica dentro do Farol da Barra e assistir a outro lindo pôr-do-sol, daqueles de
bater palmas;
Dá para visitar as igrejas, e não precisa ser por questões religiosas, que estão concentradas no centro da cidade e entender mais sobre as razões de sermos como somos. Lá, no centro há também a maior concentração de museus, a grande maioria com entrada gratuita. Você já entrou num museu? Não é um lugar de coisas velhas. É um lugar que guarda nossa história e explica para a gente como chegamos onde estamos, mais uma vez, quem somos. E vários museus têm uma programação cultural intensa.
E se você prestar atenção um pouquinho mais ao que está sendo noticiado para além da grande mídia vai descobrir que há muitas instituições públicas ou privadas – cito por exemplo o ICBA e a UFBA - onde acontecem coisas bem interessantes e instigantes.
E mesmo lugares grandes como o Complexo TCA – sala principal, Concha Acústica e Sala do Coro –têm programações ótimas de graça ou a preços populares, como os concertos onde a OSBA, nossa orquestra estadual, toca com todo mundo vestido de super-herói, músicas que são trilha sonora de filmes famosos ou os shows e espetáculos que têm ingressos a R$ 1 e acontecem no que a gente
chama de palcão.
E agora, para fechar, confesse para si mesmo: quantas vezes você assistiu a um espetáculo de dança, foi a um museu, a uma exposição de arte, a uma feira de rua, a um festival, assistiu a uma peça de teatro local, prestigiou um show de um colega começando a cantar, saiu andando pela cidade tentando saber que história aqueles prédios bonitos contam. Aí depois de calcular que esforço você tem feito para viver sua cidade de forma mais plena, passe a futucar um pouco mais as mídias, sociais ou não, troque figurinhas nas redes e vá viver neste lugar abençoada por uma belíssimo céu azul, uma brisa que mata o calor, cheia de cor e alegria. Não é todo lugar do mundo que é assim. Hora de RE-
conhecer...