A saúde óssea
Nos últimos anos, a saúde óssea tem recebido muito interesse como reflexo do
aumento da expectativa de vida e do desenvolvimento de medicamentos que auxiliam na
manutenção da força óssea, o que é importante para pessoas com problemas graves no
pulmão.
Uma parede torácica mais forte ajuda a manter o funcionamento pulmonar, a postura
e a capacidade de praticar exercícios que contribuem para melhores resultados a longo prazo
e para a melhora da qualidade de vida. Ossos mais fortes reduzem o risco de fratura óssea
e desvios na coluna, que podem ocorrer em casos de doença avançada no pulmão.
É comum que as crianças com FC necessitem de mais vitamina D e cálcio para
manterem a saúde óssea, sendo o leite a melhor fonte alimentícia.
Apesar do clima ensolarado da Austrália, a saúde óssea parece ser um problema que
requer avaliação para todas as crianças com FC, e é parte do processo de exames anuais.
Como regra geral, exercícios com suporte de peso, como correr e pular, na primeira
infância são importantes para estabelecer uma estrutura óssea saudável para a vida adulta.
Diabetes relacionado à FC
Embora o diabetes vá atingir um terço das pessoas com FC até os 25 anos, ele é
relativamente incomum antes dos 10 anos de idade. O diabetes que ocorre na FC é diferente
do que ocorre no diabetes tipo 1.
As crianças que desenvolvem diabetes relacionado com a FC geralmente têm um
início gradual com alguma perda de peso, a piora da função pulmonar e sede excessiva. Os
níveis de açúcar no sangue podem flutuar entre níveis levemente anormais por meses ou
mesmo anos antes que o diagnóstico de diabetes relacionado à FC seja confirmado com um
teste de tolerância à glicose.
Tanto o diabetes tipo 1 como o diabetes relacionado com a FC requerem o uso de
insulina diariamente, embora as dietas sejam consideravelmente diferentes, dado que a
criança com FC precisa manter uma dieta de alta caloria.
Artrite relacionada à FC
Este é um problema pouco comum, afetando cerca de 5% das crianças com FC. Ele
pode ocorrer a qualquer momento, se apresentando geralmente na forma de dores e
desconforto nos tornozelos, joelhos, cotovelos, pulsos e ombros.
Os episódios duram por alguns dias e podem não ter uma causa óbvia. O início dos
sintomas pode ser repentino e o desconforto tão intenso que a criança se recuse a andar.
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