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Dias 01, 02 e 03 (24 a 26/05/2019) – Deslocamentos de ônibus

Os três primeiros dias do Trabalho de Campo da disciplina foram marcados por extensos deslocamentos dentro do ônibus, ao longo das estradas federais e estaduais do país. A saída do Rio de Janeiro ocorreu por volta de 8h30 no dia 24 de maio de 2019, passando pelos estados de São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e finalmente Mato Grosso, até a chegada em Cuiabá, às 21h do dia 25. Dentro dessa primeira jornada, aquilo que mais nos intrigou se deu sobre o aspecto de observação da paisagem florestal, principalmente em relação à transformação de suas características, conforme nos aproximávamos do destino inicial.

Ao acordarmos na manhã do dia 25, estávamos passando pelo ambiente do Cerrado goiano, identificado através de suas típicas vegetações com troncos retorcidos.

Logo em seguida, o aspecto ambiental da beira de estrada era aquele de enorme fragmentação florestal, em virtude das condicionantes de plantio e de estruturação das cadeias produtivas do milho e das commodities de soja,

majoritariamente (figura 5).

Feição esta, predominante em quase todo o trajeto até Alta Floresta, com exceção dos perímetros urbanos das cidades mais consolidadas, como Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Cuiabá e Sinop.

Cabe a reflexão pontual, acerca do avanço e da consolidação das dinâmicas econômico-produtivas do agronegócio, materializadas na presença constante dos plantios de soja, enquanto elementos marcantes da paisagem. A partir das observações efetuadas em Alta Floresta, ressaltamos a sua condição de ser um município limítrofe, dentro do contexto maior dos conflitos, entre as forças de preservação dos domínios naturais e da atuação exploratória da agropecuária empresarial, sendo eles cada vez mais constantes e determinantes na pauta socioambiental brasileira.

AMAZÔNIA JULHO 2019

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