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Jornal da Manhã - 04/07/1992 BRAÇO FORTE DA CAPITAL DO CARVÃO Criciúma, sede da Acic e capital do carvão mineral. As duas histórias – carvão e associação – se mis- turam e ajudam uma a outra a escrever capítulos da construção do maior município do Sul Catari- nense. Principal atividade econômica da cidade por muitos anos, foi a extração do minério que colocou os criciumenses no mapa nacional, ainda no início do século passado e, quando a atividade passou por crises, lá estava a associação empre- sarial para defendê-la e buscar a sua manutenção de maneira firme, como conta o historiador Mário Belolli. “Com o advento do término da hecatombe mun- dial em 1945, e com a retomada do mercado na- cional, as empresas estrangeiras produtoras de carvão, como a Alemanha, África e Estados Uni- 16 Liderança Empresarial dos, voltaram a fornecer o seu carvão a seus an- tigos clientes brasileiros, os quais, na sua maioria, deixaram de renovar os seus contratos de compra, alegando que o carvão brasileiro, principalmente o de Criciúma e região, estava inflacionado, devido à carência de transportes mais modernos”, relata. Uma ação conjunta entre mineradores, comer- ciantes, agricultores, políticos, trabalhadores e representantes do poder público e de setores de prestação de serviços foi necessária para pressio- nar o governo a continuar comprando o carvão nacional. “Nessa união de esforços, a Associação Comercial de Criciúma, teve papel fundamen- tal”, declara o historiador. Entre discussões sobre como manter viva a atividade, a mais recorrente era o aproveitamento do carvão para a geração de energia elétrica.