Mindset Magazine | Ano 1 | Número 1 | Janeiro 2019 Mindset magazine Janeiro 2019A | Page 41
(RE)COMEÇAR
Num acordar, meio atordoada, após anos de rotinas
que sufocaram, de desafios superados, de
superações esgotantes, de gritos silenciosos, de
lágrimas de tristeza, de lágrimas de alegria, de
comemorações por conquistas inimagináveis, de
despedidas inesperadas e outras reconhecidas,
parece que chegou o momento de recomeço.
Chegou o momento de encontrar um caminho leve e
sereno. Chegou o tempo de respirar e de abrandar.
Chegou o tempo de observar, interna e
externamente, o que se passa… o que acontece… e
decidir por onde continuar. Pensava ela…
Porque somos todos decisores do caminho que
seguimos. Pediu em pensamento e em palavras. E
como Mulher que é, pediu com verdadeiro sentido.
Ela procura conversar com o seu coração, com o seu
“Eu Interior”. Ela, procura respostas dentro e fora de
si… e todos os ecos que escuta vão ao encontro
daquilo em que acredita: o Amor. Diz desistir… mas
avança… é incongruente nos atos e nas palavras.
Acusa o exterior e culpabiliza-se internamente.
Maldita razão! Mas no sentir… nesse… oscilando,
limpando, curando, sempre que aprofunda mais um
pouco, nesse sentir, não parecem existir duvidas. É
puro. É sentido. E ao sentir-se a ir para outro
caminho, outro lugar, ela percebe que foi o limite. É
preciso esperar. É preciso perceber que existe todos
os dias a hipótese de um novo começo.
Em final de ano civil, percebe-se uma grande e já
habitual azáfama de todos os que a rodeiam. E
observa. Em final de ano civil, é preciso pausar. É
necessário tempo para refletir (não só no final do
ano civil mas aproveitando a formatação social do
final de ano e início de novo ano... acontece). É
tempo de balanço. Balanço do que aconteceu,
dentro da zona de conforto de cada um, ou para
aqueles que decidiram avançar, balanço de tudo o
que aconteceu nessa zona onde a magia parece
acontecer.
MARISA ROMERO
Psicóloga, Formadora e
Hipnoterapeuta. Cresceu procurando
sempre um sentido para o que fazia.
Sentindo sempre o desejo de ajudar o
próximo, hoje, altruísmo vai sendo a
palavra que melhor a define. O Amor
é o que a move, e o caminho faz-se
caminhando em busca da luz interior.
Dá formação comportamental e vai
aceitando desafios que a desafiem a
crescer e a aprender diariamente. Aos
40 anos sente que está no caminho
certo.
E todas as aprendizagens contam para encontrar o
novo caminho. Porém, em tempo de balanço, é
preciso não ficar à mercê de fatores externos que
parecem querer destabilizar. É preciso saber parar,
observar… como se estivéssemos em frente a um
espelho, observando o que é refletido… sentindo…
sem julgar… deixando ir o que não fizer mais
sentido. E aqui também é preciso muita coragem.
Largar o que não nos traz bem estar.
Tomar consciência do que pretendemos daqui para
a frente e seguir, passo ante passo, nesse mesmo
sentido. Percebendo que entre escolhas
conscientes, buscando aquilo a que se chama de
felicidade, pode haver aquilo que se sente como
perda, sejam elas perdas sentidas direta ou
indiretamente. Mas será que são perdas? Ou serão
ganhos? Perseguir nossos sonhos, respeitando o
nosso Ser e os outros, agindo com coragem, não
permitindo que o medo nos iniba, vale o “peso do
caminho”? Seja ele qual for?
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