- MAC - O Guerreiro - 1ª Edição
Desporto
João Pedro Guerreiro
Nasceu e cresceu em Sesimbra, vila de pescadores crentes em mitos e histórias relacionadas
com o oceano.
Tem 21 anos e desde cedo percebeu que a sua
proximidade com a praia lhe poderia proporcionar algo mais.
Dedicou-se desde cedo ao skimboard e passa
grande parte do seu tempo em contacto com a
natureza, principalmente com o mar.
MAC - Viver num local com tradições
marítimas com certeza que facilitou a
tua ligação com o mar, mas como
começou exactamente?
João Pedro Guerreiro - Toda a minha
família de uma forma geral, os meus
pais, os meus avós, me levavam à
praia… não tenho uma recordação
exacta, porque nasceu comigo, vivia
praticamente na praia. Lembro-me de
ver pessoas a andar com uma prancha
de madeira à beira mar e queria fazer
igual. Não tinha uma prancha igual
aquelas, nem os meus pais, nem os meus
avós me podiam dar, então como tinha
uma de bodyboard, daquelas de esferovite e decidi experimentar com o que
tinha. Por volta dos 7 anos, o meu tio
impingiu-me uma prancha de surf para
começar a surfar. Com um grande
esforço, o meu pai deu-me uma prancha
de surf.
MAC - Como foi o teu percurso/evolução até
começares a competir e perceberes que
querias fazer isso?
João Pedro Guerreiro - É uma coisa muito
simples. Três semanas depois de ter comprado a prancha, em 2001, tinha 9 anos, houve
um campeonato em Sesimbra e decidi entrar.
Se fica-se em último ganhava uma t-shirt, não
percebia nada de pontuações, de nada. Ia à
praia para fazer skim, não ia para competir
nem para ganhar, ia simplesmente fazer
desporto e divertir-me, sempre foram esses
os meus objectivos.
Quando comecei a ser patrocinado fiquei
muito contente, podia ter pranchas melhores
para tentar mais manobras e evoluir mais. Aí
sim, tornei-me mais ambicioso, ainda com
mais vontade de ir à praia. Skimboard,
diversão e competição.
Quando tinha aulas de surf, fazia surf,
mas nos tempos livres, quando ia à praia
para Sesimbra, tentava fazer skim na
prancha de esferovite, aquilo mal deslizava(!!), até que um dia… convenci a
minha mãe a comprar uma prancha de
madeira da Folha.
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