MAC N.º 1 - O Guerreiro | Page 52

- MAC - O Guerreiro - 1ª Edição Desporto João Pedro Guerreiro Nasceu e cresceu em Sesimbra, vila de pescadores crentes em mitos e histórias relacionadas com o oceano. Tem 21 anos e desde cedo percebeu que a sua proximidade com a praia lhe poderia proporcionar algo mais. Dedicou-se desde cedo ao skimboard e passa grande parte do seu tempo em contacto com a natureza, principalmente com o mar. MAC - Viver num local com tradições marítimas com certeza que facilitou a tua ligação com o mar, mas como começou exactamente? João Pedro Guerreiro - Toda a minha família de uma forma geral, os meus pais, os meus avós, me levavam à praia… não tenho uma recordação exacta, porque nasceu comigo, vivia praticamente na praia. Lembro-me de ver pessoas a andar com uma prancha de madeira à beira mar e queria fazer igual. Não tinha uma prancha igual aquelas, nem os meus pais, nem os meus avós me podiam dar, então como tinha uma de bodyboard, daquelas de esferovite e decidi experimentar com o que tinha. Por volta dos 7 anos, o meu tio impingiu-me uma prancha de surf para começar a surfar. Com um grande esforço, o meu pai deu-me uma prancha de surf. MAC - Como foi o teu percurso/evolução até começares a competir e perceberes que querias fazer isso? João Pedro Guerreiro - É uma coisa muito simples. Três semanas depois de ter comprado a prancha, em 2001, tinha 9 anos, houve um campeonato em Sesimbra e decidi entrar. Se fica-se em último ganhava uma t-shirt, não percebia nada de pontuações, de nada. Ia à praia para fazer skim, não ia para competir nem para ganhar, ia simplesmente fazer desporto e divertir-me, sempre foram esses os meus objectivos. Quando comecei a ser patrocinado fiquei muito contente, podia ter pranchas melhores para tentar mais manobras e evoluir mais. Aí sim, tornei-me mais ambicioso, ainda com mais vontade de ir à praia. Skimboard, diversão e competição. Quando tinha aulas de surf, fazia surf, mas nos tempos livres, quando ia à praia para Sesimbra, tentava fazer skim na prancha de esferovite, aquilo mal deslizava(!!), até que um dia… convenci a minha mãe a comprar uma prancha de madeira da Folha. 52