Capítulo 2
27
o único que não está limitado pelo tempo. Sua natureza eterna
e onisciência o qualificam como o único que pode realmente
determinar o certo e o errado.
A onipotência inigualável de Deus é cantada nos versículos
4-6; em uma série de talvez oito contrastes, Ana destaca como
Deus é capaz de realizar o que parece impossível. Ele é um
Deus de reversões surpreendentes. A Palavra de Deus mostra
inúmeros incidentes da súbita mudança de destino de muitos:
Hamã e Mardoqueu (Ester 6,7), José, os três jovens hebreus de
Daniel 3; e o decreto de Dario de Média, em Esdras 6, apenas
para citar alguns.
Como resultado de Sua onipotência, Deus é marcado por
soberania incontestada. Ele tira e dá a vida; Ele levanta e
derruba. Ninguém pode deter Sua mão. No entanto, em
meio a esse lembrete de força e poder, é expresso um refrão
reconfortante que nos fala de Sua misericórdia imerecida
(verso 8). A isso se relaciona a fidelidade infalível que marca o
nosso Deus (verso 9): "Os pés dos seus santos guardará".
Antecipação do Cristo de Deus
O cântico de louvor de Ana termina com uma nota profética
cabível: "Dará força ao seu rei, e exaltará o poder do seu
ungido" (verso 10). Ana estava pensando em Samuel, ou
até mesmo Davi? É de Alguém maior do que Davi que ela
falava. É interessante pensar que 1 Samuel começa com uma
referência ao Rei vindouro, e II Samuel fecha também com
uma referência por Davi à vinda do Rei que irá governar sobre
os homens e ser justo (II Samuel 23:3-5). Cristo estava sempre
diante de Deus, e o Espírito de Deus tinha prazer em antevê-lo
nas canções dos remidos.
Deve-se salientar que esta é a primeira menção do "ungido"
de Deus (verso 10) nas Escrituras.
Ana voltou com Elcana para sua casa em Ramá. Ela é uma
das mulheres mais devotas da Bíblia. Além de duas menções
posteriores dela tendo mais cinco filhos (I Samuel 2:21) e sua
viagem anual para trazer uma túnica para Samuel (2:19), ela