Jornal Pontivírgula | Novembro | Page 44

Nos passados dias 5, 6, 7 e 8 de Novembro, Lisboa voltou a receber, pela terceira vez consecutiva, a maior cimeira de tecnologia e empreendedorismo da Europa: a Web Summit. Este ano, o evento contou com a presença de quase 70.000 participantes de 159 países, mais de 1.200 oradores distribuídos pelos diferentes palcos, e cerca de 1.500 investidores, que se encontravam maioritariamente na Feira Internacional de Lisboa (FIL) a promover as suas ideias e startups.

No entanto, a maioria dos negócios não acontecem na Web Summit propriamente dita, mas sim na Night Summit. As conferências acontecem durante o dia, mas muitos dos pitches acabam por ser realizados durante a noite, entre copos, de uma forma mais descontraída, e, como diz Paddy Cosgrave, CEO e co-fundador da Web Summit, “a vinda ao evento acabe por ser proveitosa de qualquer forma”

No primeiro dia estiveram presentes o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Fernando Medina, e o primeiro-ministro, António Costa, para a abertura do evento, bem como Paddy Cosgrave, que ajudou a fazer as honras

Um dos principais destaques desta edição foi a Inteligência Artificial (IA), sendo que houve inúmeras startups presentes a apresentar sistemas baseados em algoritmos de IA para melhorar o dia a dia de potenciais clientes.

Ligado a este tema, Ben Goertzel voltou a trazer os seus robôs ao palco principal no Altice Arena, Sophia e Han, mostrando o que tem vindo a desenvolver nos mesmos: a identificação de emoções através de expressões faciais.

Já Ben Silbermann, presidente e co-fundador do Pinterest, referiu que “não se fala muito de emoções na tecnologia” e que isso é algo que tem que mudar. O empreendedor afirma que, desde o modo como as redes sociais estão a afetar a sociedade até ao impacto que a IA terá na forma como trabalhamos, as emoções humanas têm que ser mais faladas no mundo de tecnologia e dos robôs.

Ana Brnabic, primeira-ministra da Sérvia, também subiu ao palco principal para falar de fake news, outro grande tema desta edição, que tem vindo a influenciar resultados de eleições e a forma como a sociedade olha para os media. E não foi a única a referi-lo. David Pemsel, presidente executivo do The Guardian Media Group, afirmou: “não acredito que seja tão difícil assim encontrar uma tecnologia que consiga distinguir o que é bom e o que é mau”. Contudo, Mitchell Baker, gestor do Firefox, afirma que isto “vai demorar demasiado tempo, porque requer uma evolução das plataformas e que os governos estejam muito mais empenhados nisso do que estão agora”.

Web Summit: a Festa do Empreendedorismo Voltou a Lisboa

Filipa Neto, Catarina Rodrigues

David Oliveira

Teresa Canhestro