É A LEONOR!
Primeiro, a novidade é espampanante!
A novidade, o sonho esperado,
A alegria transmitida, os primeiros desejos
Se menino, se menina, o que será?
Depois, quando as novidades
Já não o são,
Vêm as consultas médicas,
As ecografias, e a novidade seguinte…
Impõe-se! É menina!
De novo o jogo segue,
Com novos elementos todos os dias
Então e como se vai chamar?
Leonor, vai ser Leonor!
E à mente vem o poema
Em que a Lianor vai fermosa
E não segura.
Seguidamente vem o tempo lento
Do desenvolvimento,
Das brincadeiras sobre os nomes
Das histórias de família
Das comparações com outros elementos de família
Em que pai e mãe disputam
Os episódios mais cómicos,
Ou se riem da, outrora,
Preocupação dos pais.
As semanas, os meses passam
-Já estou farta! Nunca mais nasce!
-Deve achar que está frio cá fora!
Essas e outras frases vão forrando
O lento ambiente dos dias mornos e abafados
Ou dos dias mais tristes e húmidos.
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Até que, um dia, o telemóvel toca
Intempestivamente
Inesperadamente
A meio de uma mensagem,
No fim de um telefonema…
-Olha, rebentaram as águas!
Vamos agora para o hospital.
Depois a espera
Notícias difusas, tempos dilatações
Ansiedade do pai, cansaço dorido da mãe
Finalmente nasceu.
É a Leonor.
Deixemos agora descansar mãe e filha,
Enquanto o pai não dá descanso ao telemóvel.
Finalmente nasceu.
Habemus Leonorem.