Jornal O Mocho -novembro 2015 Jornal O Mocho -novembro 2015 | Page 29

É A LEONOR!

Primeiro, a novidade é espampanante!

A novidade, o sonho esperado,

A alegria transmitida, os primeiros desejos

Se menino, se menina, o que será?

Depois, quando as novidades

Já não o são,

Vêm as consultas médicas,

As ecografias, e a novidade seguinte…

Impõe-se! É menina!

De novo o jogo segue,

Com novos elementos todos os dias

Então e como se vai chamar?

Leonor, vai ser Leonor!

E à mente vem o poema

Em que a Lianor vai fermosa

E não segura.

Seguidamente vem o tempo lento

Do desenvolvimento,

Das brincadeiras sobre os nomes

Das histórias de família

Das comparações com outros elementos de família

Em que pai e mãe disputam

Os episódios mais cómicos,

Ou se riem da, outrora,

Preocupação dos pais.

As semanas, os meses passam

-Já estou farta! Nunca mais nasce!

-Deve achar que está frio cá fora!

Essas e outras frases vão forrando

O lento ambiente dos dias mornos e abafados

Ou dos dias mais tristes e húmidos.

29

Até que, um dia, o telemóvel toca

Intempestivamente

Inesperadamente

A meio de uma mensagem,

No fim de um telefonema…

-Olha, rebentaram as águas!

Vamos agora para o hospital.

Depois a espera

Notícias difusas, tempos dilatações

Ansiedade do pai, cansaço dorido da mãe

Finalmente nasceu.

É a Leonor.

Deixemos agora descansar mãe e filha,

Enquanto o pai não dá descanso ao telemóvel.

Finalmente nasceu.

Habemus Leonorem.