PÁGINA 12
NOVEMBRO/2017
O IMORTAL
Ante os que partiram
JANE MARTINS VILELA
jane.m.v.imortal@gmail.com
De Cambé
Conversando com uma
amiga, que se inicia no conhe-
cimento do Espiritismo, ela
nos contou uma história que,
para um observador atento,
demonstra a realidade da re-
encarnação. Ela tem certeza.
De há algum tempo, ela vem
observando um parente, um
menininho de quatro anos, fi-
lho de uma sobrinha. Segundo
ela, trata-se de um primo dela,
que desencarnou há cerca
de vinte anos, em condições
um pouco difíceis, devido ao
abuso de bebidas alcoólicas.
Ela vem observando a
criança e notou semelhanças
intensas e coisas que o meni-
no fala, que eram desse primo.
A família nunca acreditou,
quando ela mencionou o fato,
até que esse menino, levado
para conhecer uma prima, que
era irmã desse seu primo de-
sencarnado, provocou um fato
interessante. O menino de 4
anos, ao ver de longe aquela
que seria a irmã do passado,
que nesta encarnação ele não
conhecia, correu para ela,
abraçou-a intensamente, não
se afastando do abraço e di-
zendo, de modo que a todos
emocionou: Que saudade!
Que saudade! Levado a ver o
álbum de fotografias antigas
da família, ele reconheceu
e citou personagens que a
criança não conhecia, pelos
seus nomes, o que deixou a
família impressionada e ela,
nossa amiga, com a confirma-
ção de suas suspeitas.
Sabemos de múltiplos ca-
sos, narrados por familiares
atentos. A criança revela até
certa idade muitas lembran-
ças, que se apagam com o
tempo, principalmente quan-
do o desencarne anterior
se deu num período menor
do que cinquenta anos. São
lembranças espontâneas e que
não devem ser estimuladas,
pois, com razão, o passado
deve ser esquecido, para que
o presente corrija os erros
anteriores e ajude a adquirir
virtudes para o espírito, nas
novas experiências pelas
quais passará na presente
existência.
É conhecido o fato de que
os estudiosos da reencarnação
vão muito a certas áreas do
Oriente para estudar e com-
provar lembranças narradas
por algumas crianças, devido
à naturalidade com que algu-
mas regiões de lá aceitam a
reencarnação. A reencarnação
é a chave para o progresso do
espírito e para o entendimento
melhor do evangelho de nosso
mestre Jesus.
Na questão 167 d’O Livro
dos Espíritos, Allan Kardec
pergunta qual é a finalidade
da reencarnação e os espíri-
tos respondem que expiação
e melhoramento progressivo
da humanidade e terminam
perguntando: Sem isso, onde
estaria a justiça?
Na questão 168, os espíri-
tos revelam que a cada nova
existência o espírito dá um
passo na senda do progresso
e quando se despojou de todas
as impurezas não precisa mais
das provas da vida corpórea.
Após a última encarnação,
conforme a questão 170,
quando tiver alcançado todo o
bem e todas as virtudes, será
um espírito bem-aventurado,
um espírito puro.
Conscientes disso e com-
preendendo a consolação que
o Espiritismo nos proporcio-
na, nossa visão da morte do
corpo precisa ser corrigida,
com o nosso conhecimento.
Carregamos conosco, como
herança de muitas vidas an-
teriores, o sofrimento ante
a visão dos queridos que se
foram primeiro do que nós.
Nosso sentimento precisa ser
modificado.
Saudades, sim! Saudades
são diárias, quando houve
um amor unindo os seres.
Saudades, até o momento do
reencontro, são continuadas.
Necessário, porém, preencher
o coração com esperanças.
Nossos amados, nossos que-
ridos, vivem! Estão vivos no
mundo espiritual, na verda-
deira vida, a imortal e eterna!
A vida terrena passa. É tran-
sitória. A vida verdadeira é a
do espírito imortal.
Os laços de família não são
destruídos pela reencarnação,
diz-nos Kardec em O Evan-
gelho segundo o Espiritismo.
Pelo contrário, são fortaleci-
dos e apertados. Os espíritos
formam no espaço grupos ou
famílias, unidos pela afeição,
pela simpatia e semelhança de
inclinações. Esses espíritos,
felizes por estarem juntos,
procuram-se. A encarnação só
os separa momentane amen-
te, pois que, retornando ao
mundo dos espíritos, eles se
reencontram, como amigos,
na volta de uma viagem.
Esse menininho de 4 anos
voltou para a sua própria
família consanguínea. São
os laços de amor, que unem
as almas. A reencarnação,
como dádiva do amor de Deus
Catástrofes naturais
Silas Lourenço
silashalourenco@gmail.com
De Presidente Prudente, SP
Catástrofes que dizima-
ram centenas e milhares
de pessoas têm assolado o
planeta nestes últimos tem-
pos e é comum ouvir que
se trata do fim dos tempos.
Reflitamos sob a ótica espí-
rita. Consta em O Livro dos
Espíritos profunda pesquisa
realizada por Allan Kardec
sobre este tema, questões
737 e seguintes: Flagelos
destruidores. Allan Kardec
ao discorrer na questão 741
esclarece quais seriam os fla-
gelos estudados e os enumera
da seguinte forma: “Entre
os flagelos destruidores, na-
turais e independentes do
homem, devem ser colocados
em primeira linha a peste,
a fome, as inundações, as
intempéries fatais à produ-
ção da terra.” Notamos que
a última enumeração abarca
todas as hipóteses do que vem
acontecendo atualmente tais
como tsunamis, terremotos
e furacões. Portanto, estão
aí elencados todos, todos os
acontecimentos naturais cujas
notícias nos assustam hoje em
dia. O insigne codificador,
preocupado com o assunto,
perquire no Plano Maior qual
a necessidade de tais aconte-
cimentos, e como resposta ob-
tém que são necessárias para
o adiantamento mais ligeiro.
Sob este aspecto pode-
mos considerar sim que se
trata de uma indicação do
período de transição por que
passa a Terra. Sim, estamos
sendo catapultados adiante.
Tais fenômenos servem para
impulsionar a humanidade
à frente. Por exemplo: os
cientistas estudam frene-
ticamente para encontrar
uma forma de se prever os
furacões, e a cada período
do ano em que as atividades
climáticas favorecem a huma-
nidade consegue aumentar o
tempo de previsão, salvando
desta forma muitas vidas e
até preservando patrimônio.
Mas devemos parar por aqui.
As ilações sobre o fim dos
tempos facilmente nos le-
vam a pensar nas previsões
do médico Nostradamus, ou
mesmo nas predições bíblicas
do Apocalipse do evangelista
João. Não se trata disso.
O grande número de mor-
tes se deve em primeiro lugar
para seus filhos progredirem
rumo ao amor, é uma ideia
que cresce nas mentes das
pessoas. Um dia será aceita
por todos e então veremos
as guerras desaparecendo e a
solidariedade soberana, pois
alguém que sofre ou está em
outro país pode ter sido seu
ente querido no passado.
Renovemos nossos sen-
timentos com a morte, ante
os que partiram. Saudades,
sim! Esperança e alegria, na
certeza de uma vida imortal
e do reencontro dos que se
amam, num amanhã não mui-
to distante! Podemos sentir a
presença dos queridos que se
foram com a morte, sua ener-
gia quando se aproximam de
nós, a emoção que sentimos
com sua presença amorosa.
Deus, o Pai de infinito amor,
permite os encontros, inclusi-
ve durante o sono. Encontros
de espíritos que se amam,
abraços verdadeiros, sentidos
nos sonhos e que trazem uma
alegria ao despertar.
Consolemos nossos espí-
ritos e, ante os que partiram,
elevemos nossos pensamento
de gratidão a Deus e a eles,
por terem estado uma vez
mais conosco numa encar-
nação, quando o amor nos
aproximou.
ao acúmulo populacional em
áreas sujeitas a esses fenô-
menos. Por óbvio, sendo o
contingente humano maior
vivendo sob a sombra de
um vulcão, por exemplo,
no Vesúvio, na península
itálica, naturalmente serão
maiores as baixas humanas
caso ele volte à atividade.
No ano de 79 de nossa era
estima-se que houve uma
mortandade de 2.000 pes-
soas em Pompeia e Hercu-
lano. Hoje vivem cerca de
600.000 pessoas na mesma
região. (Continua na pág.
13 desta edição.)