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PÁGINA 4 NOVEMBRO/2017 O IMORTAL De coração para coração Astolfo O. de Oliveira Filho - aoofilho@gmail.com De Londrina O passamento de Marcelo Cazeta de Oliveira Uma triste notícia acordou- -nos na madrugada do dia 12 de outubro: o falecimento de nosso filho caçula, Marcelo Cazeta de Oliveira, ocorrido à 1h30 do mesmo dia, no Hospital do Co- ração de Balneário Camboriú, cidade onde ele vivia com sua esposa Queila. Marcelo completou em agos- to último 43 anos. Nascido em 16 de agosto de 1974, é nosso quarto filho. Graduado em Le- tras pela Universidade Estadual de Londrina, era casado com Queila Aparecida da Silva. (Ao lado, uma foto do casal tirada no dia do seu casamento.) Todos que o conheciam o estimavam muito e admiravam seu conhecimento em muitas áreas, especialmente em matéria de língua portuguesa e doutrina espírita. Leitor voraz, foi certa vez agraciado com uma homenagem feita pela Biblioteca Municipal de Londrina, da qual fora, em determinada época de sua exis- tência, frequentador assíduo e, por isso, apelidado carinhosa- mente com a expressão rato de biblioteca. Nas lides espíritas, além de palestrante muito apreciado por quem o ouvia, teve excelente participação no trabalho de as- sistência espiritual prestado aos detentos da Penitenciária Esta- dual de Londrina, bem como no grupo mediúnico – o Grupo Esperança – que funciona nas dependências do Hospital do Câncer da cidade. Atuou também, desde a juventude, no Centro Espí- rita Nosso Lar e foi um dos fundadores, quando ainda adolescente, da Comunhão Espírita Cristã de Londrina, onde participava dos trabalhos matinais realizados aos domin- gos. Nessa mesma instituição, pouco mais de dez anos atrás, junto com um grupo de amigos, fundou o Grupo Espírita Jésus Gonçalves, que funciona aos domingos pela manhã na Rua Guararapes, 331. Por motivos profissionais, residia ultimamente em Bal- neário Camboriú, onde partici- pava das atividades realizadas pelo Centro Espírita Casa de Jesus, uma das principais ins- tituições espíritas do vizinho estado de Santa Catarina. Nos últimos anos de sua existência fez parte da equi- pe de redação da revista “O Consolador”, à qual dava seu concurso sempre com grande competência, anonimamente, sem nenhuma questão de ver seu nome divulgado. A propósito disso, atendendo a um pedido que ele nos fez em diversos momentos, escla- recemos que o nome Marcelo Borela de Oliveira jamais teve relação com sua pessoa, embora muitos no meio espírita assim pensassem. Trata-se, em verdade, de um pseudônimo que – por razões estritamente profissionais – ti- vemos de usar em nossos arti- gos, entrevistas e reportagens publicados inicialmente na “Folha de Londrina” e depois no jornal “O Imortal”, a partir do dia 5 de julho de 1981, antes de Marcelo completar 7 anos de idade. Fica, portanto, esclarecido que todos os textos assinados com o nome Marcelo Borela de Oliveira são de nossa autoria, e não dele. O sepultamento do corpo de Marcelo Cazeta realizou-se no dia 13, sexta-feira, às 10h30, no Cemitério Jardim da Saudade, localizado na Av. Saul Elkind, 2805 - Conj. Vivi Xavier, em Londrina. Momentos antes do fecha- mento da urna, perante um público numeroso, fizemos, em nome da família e do filho que ora voltava à pátria espiritual, uma breve saudação, seguida de sentida prece feita por Jane Martins Vilela, nossa colega de redação e atual diretora do jornal “O Imortal”. Na saudação, além de agra- decer as mensagens de apoio recebidas de centenas de pes- soas, seja pela internet, seja pessoalmente, lembramos que ali estava o corpo não apenas de um filho querido, mas também de um companheiro de trabalho, cuja dedicação às tarefas espí- ritas era conhecida e admirada por todos nós. Esta nota tem por finali- dade registrar o nosso sincero agradecimento aos familiares e aos amigos pelo apoio que nos deram, pelas vibrações que nos enviaram e pelo carinho com que nosso filho foi lembrado pelas pessoas que nos deram a honra de sua presença na sin- gela cerimônia que precedeu o funeral. Agradecemos, por fim, a ex- cepcional ajuda que recebemos de dois casais: Rosana e Renato Brogin – filha e genro –, que cuidaram de todas as providên- cias necessárias à liberação e ao traslado do corpo de Balneário Camboriú para Londrina; e Síl- via e Bruno de Oliveira – nora e filho –, que diligenciaram junto à Acesf para que o sepultamento do corpo fosse realizado a tem- po e hora. Pílulas gramaticais Um leitor nos pergunta: – Se uma mulher é artista, referindo-me a ela digo: a artista. Se for homem, direi: o artista. Por que não posso proceder da mesma forma com a palavra côn- juge: o cônjuge, se for homem; a cônjuge, se for mulher? Embora difícil de ser enten- dida por nós, simples usuários do idioma, a explicação que nos dão os compêndios relativos ao idioma português, no tocante à pergunta do leitor, é conhecida dos que estudam a língua que falamos. Os substantivos normal- mente se flexionam quanto ao gênero. No caso dos nomes dos seres vivos, o gênero corresponde, em geral, ao sexo do indivíduo. No caso dos nomes dos seres inanimados, o gênero é tão somente gramatical, sem, evidentemente, nenhuma ideia relacionada com sexo. Exemplos: Menino, menina; filho, filha; cantor, cantora; ator, atriz; du- que, duquesa etc. Existem, contudo, dois gru- pos de substantivos que obe- decem, quanto à forma, a uma regra diferente: os substantivos comuns-de-dois e o