Israel e o Conflito Árabe-Israelense Breve Guia Para Perplexos Portuguese | Page 29

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tem vindo a defrontar , bem como o raciocínio por trás da firme resposta dada .
Firme , sim , mas também mesurada . Na verdade , Israel , vista a sua força militar , poderia em qualquer momento dar um golpe devastador aos palestinos , mas escolheu não fazer isto , apesar das contínuas provocações , devido a uma longa série de motivos diplomáticos , políticos , estratégicos e humanitários .
Olhando para trás , Jenin foi um exemplo perfeito . Apesar dos líderes palestinos terem se apressado a condenar a operação militar israelense nesta cidade da Cisjordânia em 2002 , designando-a de “ massacre ” e “ genocídio ”, na verdade Israel escolheu o método mais arriscado de entrar na cidade para procurar esconderijos terroristas precisamente para evitar a morte de civis palestinos . O resultado foi de vinte e três militares falecidos quando matavam a cinquenta terroristas palestinianos . A alternativa de Israel podia ter sido ataques aéreos , da mesma maneira que os aviões de guerra da OTAN bombardearam Belgrado na década de 1990 , mas isto teria resultado em mortes indiscriminadas , circunstância que Israel quis , desesperadamente , evitar .
Chama a atenção que muitos daqueles que no Ocidente criticaram Israel pela maneira de lidar com o terrorismo adotem agora idênticas medidas , incluindo a combinação de inteligência aprimorada , vigilância , intrusão e prevenção derivada do crescimento dos medos na Europa à atividade do radicalismo islâmico , incluindo os milhares de “ lutadores estrangeiros ” que regressam das zonas de guerra do Iraque e a Síria .
Levando em conta a pressão global contra os terroristas , não parece que “ contenção ”, “ diálogo ” e “ compromisso ” façam parte do vocabulário contra aqueles que nos atacam , nem deviam ser , mas estas são de fato algumas das palavras com que a comunidade internacional aconselhou Israel a lidar com esta ameaça .