8 Israel e o Conflito Árabe-Israelense
O conflito Árabe-israelense podia ter sido evitado .
Pouco depois da sua fundação em 1945 , as Nações Unidas interessaram-se pelo mandato sobre a Palestina , na altura sob o Reino Unido . Uma comissão da ONU ( UNSCOP , ou Comitê Especial das Nações Unidas para a Palestina ) recomendou à Assembleia Geral uma divisão do território entre os judeus e os árabes . Nenhuma das duas partes iria obter o pretendido , mas uma divisão poderia reconhecer que existiam dois povos no país : um judaico e outro árabe , ambas merecedores de um estado próprio .
Em 29 de novembro de 1947 , a Assembleia Geral das Nações Unidas , com 33 votos a favor , 13 contra e 10 abstenções , adotou a Resolução 181 , conhecida como Plano de Partilha .
A aceitação do Plano de Partilha teria representado o estabelecimento de dois estados , mas os estados árabes próximos , juntamente com a população árabe local , rejeitaram vivamente a proposta . Recusaram-se a reconhecer a reivindicação judaica de qualquer parte que fosse do território e escolheram a guerra para expulsar os judeus . Esta rejeição foi e é o núcleo central do conflito .
( De fato , alguns países árabes e o Irã , para não falar de organizações terroristas palestinas como Hamas e a Jihad Islâmica Palestina , continuam sem reconhecer o direito de Israel existir , com independência das fronteiras definitivas , mesmo setenta anos depois do estabelecimento do estado .)
A 14 de maio de 1948 foi fundado o atual Estado de Israel . Winston Churchill percebeu o seu significado :
O surgimento de um estado judeu … é um evento na história do mundo que deve ser visto não na perspetiva de uma geração ou um século , mas na perspetiva de mil , dois mil ou ainda três mil anos .