Flávia*, que foi agredida no ensino fundamental por não emprestar suas coisas para duas garotas de sua sala. “Eu estava andando tranquilamente no corredor da escola quando de repente as duas apareceram. Uma delas me pegou pelo pescoço e começou a me levantar e perguntar o porquê de eu não querer emprestar minhas coisas, se elas tinham cara de ladras e que isso era pra eu aprender a não mexer com elas. Depois, no intervalo, elas se juntaram com mais meninas para me intimidar, acabei levando um tapa na cara sem ter falado nada”, relatou.
Mas isso tem solução?
criou estratégias e práticas gestacionais para combater essa violência. A escola consegue manter seus 760 alunos informados sobre as atrocidades que estão acontecendo em sua vizinhança, como por exemplo, a guerra do tráfico de drogas. "Ações violentas sempre ocorrem por aqui, mas não na escola", alega o diretor da escola, Jorge Ferrari.
Ferrari conseguiu uma parceria com agentes sociais que atuam no entorno e com a comunidade, também formou uma equipe determinada que trabalha unida. "Todos aqui têm o mesmo objetivo: dedicação total ao ensino e à aprendizagem, contando para isso com a participação da comunidade e com o apoio das associações de moradores, o que nos permite trabalhar em segurança", disse.
Com um índice de 4,5 no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), a escola se sobressai.