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black parede POR VITOR GIGLIO FOTOS DIVULGAÇÃO BONS, E NOVOS, SONS! Confira uma seleta lista com dicas de lançamentos dos últimos anos para agradar aos ouvidos mais exigentes a valiar um trabalho nunca é tarefa fácil. Sentar, ouvir um disco e, em poucas horas, julgar o que diversos músicos e inúmeros produtores passaram anos trabalhando para construir, nem sempre é tarefa das mais fáceis e justas. Afinal, há quem diga que gosto não se discute e que, o que é bom, é subjetivo. Porém, no primor de nossa paixão por música e boa vontade em compartilhar impressões com outros que desfrutam desta arte,tentamos reunir um pouquinho do que julgamos interessante, dentre tudo o que foi lançado no rock e seus subgêneros, de 2018 pra cá. A seguir, vocês acompanharão uma singela lista com críticas, ponderações e observações sobre o trabalho de artistas novos e antigos, com impressões que não almejam, nada além, de incentivá-los a ouvir estas obras, todas elas, na íntegra. AMO - BRING ME THE HORIZON (2018) O sexto disco dos ingleses do Bring Me The Horizon apresenta um único ponto em comum com os trabalhados anteriores da banda: o fato de que ele, assim como os demais, não tem medo de explorar novas sonoridades e caminhar por trilhas diferentes das quais a maioria poderia imaginar. “Amo”, o disco que sucede “That’s the Spirit”, apesar de carregar alguns traços do marcante apelo pop carimbado no trabalho anterior, usa e abusa de experimentações eletrônicas, além de agregar obscuridade a algumas faixas mais inventivas. Original, mais uma vez, bom, como sempre. “Amo” apenas atesta – como se fosse preciso – que o Bring Me The Horizon não faz questão nenhuma de seguir fórmulas. Pelo contrário, parece concentrar todas as suas energias em se reinventar. Mérito total dos ingleses por ousarem tanto em tempos tão pouco inspirados do rock mundial. PANIC! AT THE DISCO - PRAY FOR THE WICKED (2018) Com Pray for the Wicked, lançado em 2018, o Panic! At the Disco oficializou o rompimento com suas origens, algo que já vinha sendo preparado em doses homeopáticas nos discos anteriores. O punk-emo adolescente, curiosamente, deu lugar a um pop maduro (para o gênero). O mais recente álbum mescla a simplicidade da música pop com letras mais pessoais, reflexivas e profundas. A banda abusa das melodias grandiosas, com pretensão de serem executadas em estádios, mas não se leva tão a sério quando, propositalmente, as quebra com doses generosas de melancolia. É tudo o que a música pop precisa: ups and downs. 48 ileGAL GALLERY