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Neste mês de março de 2015, o Instituto de Pesquisa Econômicas Aplicadas (IPEA) publicou uma nota técnica denominada “Mulheres e Trabalho”. Neste modo recortou-se para o debate neste texto os dados relativos, à desigualdade de renda, taxa de ocupação e tempo dedicados às atividades domesticas.

Com relação a taxa de ocupação, as mulheres já levam desvantagens: apenas 60% delas estão inseridas no mercado de trabalho, contra 80% dos homens, independente do corte racial. No entanto este índice d 60% ainda que engloba uma grande desigualdade, engloba exército de trabalhadoras domésticas no país (cerca de 6 milhões), sendo em sua maioria, constituída por mulheres negras. Além disso, impactante o fato de 40% de força de trabalho feminina esta ocupados em trabalhos precários.

Não só os dados relativos às ocupações que preocupam, mas também os relativos à desigualdade de renda, a diferença entre os ganhos dos homens, mulheres brancas e mulheres negras é um dado muito preocupante, já que ele se consiste em 2.393,00 reais mensais para o homem, 1,839,00 para as mulheres brancas e as mulheres negras recebem apenas 946,00 reais, este dado se reflete pelo fato delas abrangerem 14% dos trabalhos domésticos.

As atividades domésticas em média, as mulheres ocupam cerca de 26 horas já os homens apenas 11 horas, neste dado nota-se o quanto a mulher está muito mais inserida nas tarefas domesticas principalmente as mulheres negras, este fato está ligado ao salário das negras em média que é bem precário e assustados.

A desigualdade feminina no mercado de trabalho é um fator de atraso social já que as mulheres recebem um salário muito menor, realizando o mesmo ou até mesmo mais que o trabalho de um homem, além de a realizarem muito mais tarefas domesticas em suas casas.

Artigo de Opinião