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Mensagem de encerramento
A vida no mundo deve servir como a pedra que fere a lâmina para afiá-la.
Allan Kardec não brincou jamais com o valor da dor, porque ele a sentiu
em toda a extensão possível e a acolheu com a coragem serena, que é a
marca dos grandes mártires do cristianismo.
Allan Kardec soube sofrer. Allan Kardec exemplificou o que é viver a
verdadeira crucificação de vossa sociedade mesquinha, e jamais se
apequenou, porque a cada punhalada sorria, intimamente dizendo: estou
me tornando melhor. Algumas vezes afirmava: esta é a preparação que
preciso para não trair as instruções do Espírito Verdade. Aconselhai-vos
com a dor antes de vos tornardes crianças mimadas e adultos torpes,
porque querem desconhecer o valor da própria purificação.
Espíritas, vosso caminho é estreito, vosso testemunho, árduo; e aqueles
que fogem da dor, fogem do Cristo. Quantos trabalhos cancelados, para
que não falem mal de mim? É o pensamento de muitos. Quantos recuaram
diante da obra, porque a obra implicaria em limitações materiais para um
conforto já excessivo? Quantos renegaram o próprio Mestre, porque seus
caprichos pueris não foram completamente atendidos?
Irmãos da Nova Geração, uma ordem vos trago do Alto: amai a dor. Aceitai
o vosso coração ser dilacerado, porque essa dor é sagrada, e toda dor que
eleva o ser é sagrada.
Jovens amigos, abri os vossos peitos para que a dor penetre e vos torne
digno da tarefa concedida. Covardes, fujam da luz, porque chegou a hora
que o Cristo deve brilhar nos corações austeros e fraternos.
Convencei-vos, espíritas, o vosso testemunho está em vossa porta. É hora
de abri-la e dizer: estou com Cristo e tudo que me acontece me elevará.
Muita paz,
Léon Denis.